
Um balanço divulgado pela Casa Civil da Presidência da República ontem mostra que as ações do governo na Terra Yanomami elevaram para 746 milhões de reais o prejuízo estimado ao garimpo ilegal na região desde o início das ações coordenadas pela Casa de Governo, em março de 2024. Neste ritmo, os mais de 30 órgãos que atuam de forma coordenada podem causar prejuízo de 1 bilhão de reais aos garimpeiros até o final do ano.
Localizada nos estados do Amazonas e Roraima, a Terra Yanomami tornou-se alvo de garimpeiros que exploram minérios sem autorização federal. Eles poluem as nascentes e os rios, destroem as florestas e prejudicam a saúde dos índios. Pelas estimativas do Distrito Sanitário Especial Indígena, 31 mil índios vivem na Terra Yanomami, distribuídos em mais de 300 aldeias.
A Casa de Governo reúne mais de 30 órgãos federais e dos estados. Com o auxílio da Polícia Federal e do Ibama, as operações visam destruir as estruturas montadas pelos garimpeiros ilegais, que incluem balsas, máquinas pesadas, motores, pistas clandestinas e acampamentos na floresta.
Segundo a Casa Civil, as ações coordenadas têm se concentrado em estruturas remanescentes do garimpo ilegal dentro da Terra Yanomami, como as regiões de Valmor e da Calha do Rio Couto de Magalhães. Muitas ações são realizadas foram da terra indígena, em pontos de apoio ao garimpo ilegal, nas regiões de Boa Vista, Apiaú e Samaúma.
Somente na última semana de junho, foram inutilizados quatro acampamentos, 33 motores, um gerador, uma embarcação, uma máquina pesada, oito máquinas leves e nove caixas separadoras de minério. Também foram destruídos combustíveis, suprimentos, placas solares e equipamentos eletrônicos. Nas áreas próximas à TI, o trabalho mira os caminhos usados para a entrada de insumos e a circulação de pessoas, especialmente em regiões associadas ao transporte de combustível, equipamentos e suprimentos.
Segundo o balanço oficial, no final de junho foram fiscalizados 591 veículos e 13 pistas de pouso de avião. Quatro aeronaves passaram por averiguação e uma delas foi apreendida. As ações em pistas e aeronaves são consideradas centrais para impedir a logística aérea dos invasores, usada para alcançar áreas remotas, transportar pessoas, deslocar equipamentos e manter o abastecimento de núcleos de garimpo em regiões de difícil acesso.
Fonte: veja e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 07/07/2026/14:47:17
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