Uma mulher desmaiou após receber 100 chicotadas em praça pública por manter relações sexuais fora do casamento na província de Aceh, na Indonésia. O caso ocorreu nesta quinta-feira, 21, e provocou forte repercussão após vídeos e imagens da punição circularem nas redes sociais.
A cena ocorreu em Banda Aceh, única região da Indonésia autorizada a aplicar oficialmente a rígida lei islâmica Sharia. A mulher, que não teve a identidade divulgada, caiu desacordada durante a sessão de açoites e precisou ser carregada por outras pessoas logo após o castigo.
O parceiro dela também recebeu 100 chicotadas diante de dezenas de moradores que acompanhavam a punição pública. As imagens mostram o homem reagindo à dor enquanto um executor encapuzado, vestido com roupas marrons e máscara branca, aplicava os golpes com uma vara.
Além do casal, outras pessoas também foram punidas no mesmo local por crimes considerados violações da Sharia. Entre eles estavam consumo de álcool, jogos de azar e relações extraconjugais organizadas por aplicativos.
Em Aceh, relações sexuais entre pessoas não casadas são proibidas. A legislação islâmica da região também prevê punições para atos homossexuais e consumo de bebidas alcoólicas. As chicotadas costumam ocorrer em locais públicos para ampliar o constrangimento e servir como exemplo à população.
Organizações internacionais de direitos humanos voltaram a condenar as punições após a divulgação das imagens. A Anistia Internacional afirmou que o castigo viola acordos internacionais e classificou a prática como “cruel, desumana e degradante”.
A Human Rights Watch também criticou a exposição pública dos condenados e alertou para os danos psicológicos provocados pelas punições.
O episódio relembrou outro caso recente ocorrido na mesma região. Em janeiro, uma mulher também desmaiou após receber 140 chicotadas por consumir álcool e manter relações sexuais fora do casamento. Ela precisou ser retirada de ambulância após a punição.
As leis rígidas de Aceh seguem gerando críticas internacionais. Em 2018, autoridades locais chegaram a discutir a possibilidade de implementar punições ainda mais severas, incluindo decapitação, proposta barrada pelo governo central da Indonésia.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 25/05/2026/10:22:14
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