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Ministério da Saúde amplia terapias hormonais no SUS; veja como é o atendimento em Belém

A medida incorpora novas terapias hormonais para homens e mulheres com a doença

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O Ministério da Saúde vai ampliar a oferta de tratamentos para pacientes com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, oficializada por meio de portarias publicadas em 16 de junho deste ano, incorpora novas terapias hormonais para homens e mulheres com a doença. Em Belém, no entanto, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informa que esses medicamentos ainda não são disponibilizados na rede municipal e que o atendimento especializado desses pacientes é realizado pela rede estadual. E, nesta quarta-feira (15), é comemorado o Dia do Homem, que tem, entre outros objetivos, chamar a atenção para a saúde do sexo masculino.

Segundo a Sesma, a Atenção Primária à Saúde do município não realiza o acompanhamento especializado de pacientes com diagnóstico confirmado de hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico. Por se tratar de uma condição que demanda avaliação e seguimento por especialistas, os casos suspeitos ou identificados na rede municipal são encaminhados para os serviços de referência da rede estadual.

Ainda conforme a secretaria, usuários atendidos na rede municipal que apresentem sinais clínicos sugestivos de atraso puberal, alterações do desenvolvimento sexual ou outras manifestações compatíveis com distúrbios hormonais são inicialmente avaliados na Atenção Primária à Saúde. Havendo indicação clínica, o paciente é encaminhado para a rede especializada estadual, responsável pela investigação diagnóstica, confirmação do caso e acompanhamento especializado. Atualmente, esse atendimento é realizado em serviços de referência da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), incluindo a Unidade de Referência Especializada Materno Infantil e Adolescente (Uremia).

A Sesma destaca que, até o momento, não dispõe dessas terapias hormonais na rede municipal. Como o acompanhamento dos pacientes ocorre na rede especializada estadual, a eventual oferta dos novos tratamentos incorporados ao SUS deverá seguir as definições, os protocolos assistenciais e os fluxos estabelecidos pelos serviços especializados.

Questionada sobre a existência de protocolo para identificação precoce de adolescentes com atraso puberal relacionado à doença, a secretaria informou que a Atenção Primária à Saúde acompanha o crescimento e o desenvolvimento de crianças e adolescentes por meio das consultas de puericultura e do atendimento clínico, o que possibilita a identificação de alterações no desenvolvimento puberal. Diante da suspeita de atraso puberal ou de outras alterações endócrinas, os profissionais realizam a avaliação inicial e encaminham o paciente para investigação especializada, conforme a necessidade clínica.

Orientações

A Sesma orienta que pais e responsáveis procurem uma Unidade Básica de Saúde quando observarem alterações no crescimento ou no desenvolvimento puberal dos adolescentes, como ausência de sinais de puberdade na idade esperada, atraso importante no desenvolvimento sexual, alterações do crescimento ou outras mudanças que gerem preocupação. Segundo a secretaria, a avaliação precoce na Atenção Primária possibilita o encaminhamento oportuno para os serviços especializados quando necessário.

A Secretaria Municipal de Saúde também reforça a importância do acompanhamento regular de crianças e adolescentes na Atenção Primária à Saúde, contribuindo para a identificação precoce de alterações do crescimento e do desenvolvimento e garantindo o acesso oportuno aos serviços especializados do SUS.

As novas terapias incorporadas ao SUS incluem diferentes formulações de testosterona para reposição hormonal em homens com a doença e para indução da puberdade em adolescentes do sexo masculino. Entre os tratamentos incorporados estão o undecilato de testosterona, o cipionato de testosterona e a combinação de quatro ésteres de testosterona — propionato, fenilpropionato, isocaproato e decanoato. Para adolescentes do sexo masculino com a doença, essa combinação de ésteres também foi incorporada para indução da puberdade.

Já para adolescentes do sexo feminino, o Ministério da Saúde aprovou a oferta de estradiol em adesivo transdérmico, utilizado para indução da puberdade quando há deficiência na produção de estrogênio. De acordo com o Ministério da Saúde, as áreas técnicas da pasta terão até 180 dias para disponibilizar os novos tratamentos na rede pública.

Hipogonadismo

O hipogonadismo é uma condição em que o organismo produz quantidades insuficientes de hormônios sexuais. Nos homens, isso significa baixos níveis de testosterona; nas mulheres, deficiência de estrogênio. Quando o quadro é classificado como hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, o problema está em estruturas do cérebro, como o hipotálamo ou a hipófise, que deixam de produzir os estímulos hormonais necessários para o funcionamento adequado dos testículos ou dos ovários.

A doença pode ser congênita ou adquirida e provocar atraso ou ausência da puberdade, infertilidade, diminuição da libido, redução da massa muscular, da densidade óssea e outros impactos sobre a saúde física e reprodutiva. Nos homens, também podem ocorrer alterações metabólicas. Segundo especialistas, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A ampliação do acesso aos tratamentos representa um avanço para pessoas que dependem da reposição hormonal para o desenvolvimento físico e reprodutivo adequado. Especialistas destacam que a medida contribui para reduzir desigualdades no acesso a terapias especializadas e fortalece a assistência oferecida pelo SUS a pacientes com doenças endocrinológicas raras e complexas.

Fonte:OLIBERAL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 15/07/2026/17:09:13

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