Segundo os investigadores, parentes da suspeita afirmaram que acreditavam na gravidez, embora ela nunca tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação.
“A gente conseguiu constatar que realmente havia fraldas, roupinhas de bebê, banheira e berço. Todos os parentes disseram que acreditavam que ela estava grávida. Apesar de, em retrospectiva, ela não ter mostrado nenhum exame ou nada do tipo”, afirmou um dos responsáveis pela investigação.
Como aconteceu
O caso ocorreu dentro da maior maternidade pública do Piauí. De acordo com a Polícia Civil, a técnica, que estava de folga, pegou a recém-nascida sob o pretexto de realizar exames de rotina. A bebê foi encontrada escondida dentro de uma bolsa após a tia da criança desconfiar da atitude da funcionária e impedi-la de deixar o hospital.
A suspeita não foi presa em flagrante porque a comunicação do crime ocorreu posteriormente. A Justiça, então, decretou a prisão preventiva. Após a repercussão do caso, ela foi internada por familiares em uma clínica psiquiátrica e, ao receber alta médica, foi presa por policiais que aguardavam sua liberação.
Em depoimento, a técnica de enfermagem optou por permanecer em silêncio.
Em nota, a defesa informou que a investigada foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados.
Apesar da alegação, a Polícia Civil informou que, até o momento, não há elementos que indiquem incapacidade penal da suspeita.
“Por mais que esse crime realmente seja extremamente incomum, nós não trabalhamos com essa hipótese de insanidade mental, a ponto de afastar a responsabilidade do que ela fez”, afirmou um dos investigadores.
As investigações também apontam que a técnica de enfermagem agiu sozinha. Ela responde por tentativa de sequestro de menor de idade, crime cuja pena prevista é de dois a oito anos de reclusão.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 14/07/2026/07:29:09
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