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Cassinos no exterior: mudanças positivas e lições para o Brasil

Descubra como o sucesso dos cassinos na Colômbia, Nevada e Japão oferece lições valiosas de economia e governança para a regulamentação do setor no Brasil.

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(Imagem/Fonte: Unsplash) – Salão de um cassino brilhante com tons dourados e diversas máquinas caça-níqueis espalhadas pelo espaço

Cassinos em outros países registram mudanças positivas: o que o Brasil pode aprender?

O Brasil ainda não é um país que permite a exploração de cassinos físicos em seu território. Mas, com grandes países indo na outra direção e registrando vitórias econômicas, será que não estamos atrasados?

Sinais recentes do mercado internacional de cassinos, como os aportes milionários para a saúde na Colômbia, a receita tributária recorde no estado de Nevada e o crescimento hoteleiro em Las Vegas, são claros exemplos com os quais os legisladores brasileiros podem aprender.

O que está funcionando no exterior

Enquanto o ambiente de apostas online já atrai o público brasileiro por meio de plataformas regulamentadas e ofertas de plataformas com bônus legalizadas no Brasil, o mercado físico mundial aposta em governança, diversificação e forte impacto no turismo corporativo para gerar caixa. 

Em 2025, por exemplo, a regulamentação rigorosa permitiu que os cassinos físicos na Colômbia repassassem COP 378 bilhões (R$ 520 milhões) para a saúde pública. Esse crescimento de 9,3% em nosso vizinho foi puxado diretamente pela forte fiscalização das autoridades locais contra o mercado ilegal de jogos.

Já o estado de Nevada, nos Estados Unidos, registrou a impressionante marca de US$ 1,35 bilhão em receitas apenas em novembro de 2025. O resultado histórico americano foi impulsionado pela inovação tecnológica e pela constante modernização das máquinas nos tradicionais salões.

O segredo nesse estado, que abriga a cidade símbolo dos cassinos no mundo, foi o foco total no turismo de negócios e convenções (MICE, termo em inglês). Enquanto isso, do outro lado do mundo, no Japão, a cidade de Osaka prepara seu primeiro resort integrado para 2030, fugindo do modelo exclusivo de jogo.

O projeto nipônico direciona seus esforços na criação de um ecossistema completo com hotéis, centro de convenções, shoppings e teatros para sustentar o turismo internacional.

O que o Brasil pode adaptar

Olhando para esses cenários, o legislador brasileiro tem um vasto material de consulta sobre o que está dando certo mundo afora para moldar um modelo eficiente e altamente positivo para a nossa economia.

Assim como a Colômbia, o Brasil pode atrelar a arrecadação de impostos do setor físico diretamente a fundos sociais cruciais. Isso justificaria a operação da indústria por meio do benefício financeiro direto à população, especialmente nas áreas de saúde e educação. 

A exemplo de Nevada, a criação de painéis de transparência com relatórios públicos de faturamento garantiria a credibilidade do negócio perante a sociedade.

Também é fundamental a adoção de ferramentas de jogo responsável para proteger usuários vulneráveis e mitigar impactos sociais negativos. O que já acontece no mercado online de cassinos e apostas esportivas, por exemplo.

Ainda podemos utilizar o estabilizado modelo de Las Vegas e Osaka para construir resorts integrados focados em regeneração urbana. A ideia principal é criar polos turísticos que vão além das apostas, fomentando o setor de grandes eventos e revitalizando áreas com baixo desenvolvimento.

Perfil do jogador brasileiro

Para que os cassinos físicos no Brasil prosperem de verdade, a oferta de produtos deve espelhar exatamente o comportamento do consumidor. Pesquisa da Env Media aponta que 67% dos brasileiros encaram as apostas principalmente como uma forma de entretenimento casual e diversão.

E entre tantos produtos disponíveis, o mercado brasileiro é dominado por jogos rápidos, visuais e de fácil compreensão. Os slots, famosos caça-níqueis, respondem por mais de 93% das rodadas, com grande destaque para as temáticas e estéticas asiáticas.

Nos tradicionais jogos de mesa, a Roleta Brasileira lidera a preferência do público, aproveitando as regras fáceis desse jogo e a praticidade de interagir com um jogo no idioma nativo.

A adaptação para o ambiente físico exigirá mais esforços, claro, como boa apresentação visual, design imersivo e total acessibilidade para todos os perfis. A infraestrutura precisa oferecer sinalização clara e contrastes adequados para pessoas com deficiência visual, garantindo inclusão.

Tudo isso deve estar intimamente integrado a serviços de alimentação e bebidas de alta gastronomia para reter o público das classes A e B, que hoje representa 52% dos jogadores.

Situação legislativa

Apesar do forte potencial econômico, o avanço do setor esbarra na vontade política do Congresso Nacional. Em 17 de dezembro de 2025, o Senado Federal rejeitou por 36 votos a 28 o requerimento de urgência para a votação do PL 2.234/2022, que autoriza a exploração de cassinos e bingos. 

O Congresso ainda precisa definir a votação em plenário, estabelecer um marco rigoroso de licenciamento (inspirado nas altas taxas de Indiana, quem sabe) e criar uma estrutura federal de fiscalização. 

Além disso, a aprovação depende de um consenso claro sobre os mecanismos de partilha dessa nova receita entre União, estados e municípios. Ou seja, ainda vai demorar para termos algum avanço concreto nesse tema.

Por:Agência e Publicado: Jornal Folha do Progresso 02/05/2026/10:51:38

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