No Pará, a maioria dos veranistas (51%) planeja viajar por mais de 15 dias no próximo mês de julho, e apontam lugares tradicionais no interior do Pará, como Mosqueiro, Salinas e a Ilha do Marajó.
A informação consta na Pesquisa de Intenção de Viagens e Comportamento, feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Pará (Fecomércio-PA), de 23 a 25 deste mês.
Conforme o estudo, o turismo de curta duração, por outro lado, também mantém forte apelo. As viagens de fim de semana, no formato “bate e volta” com duração de dois a três dias, representam 26,3% das intenções. Já os roteiros intermediários têm menor adesão: as viagens de uma semana (quatro a sete dias) respondem por 16,1%, enquanto os deslocamentos de duas semanas (oito a 15 dias) somam apenas 5,9% do total.
A Fecomércio realizou o estudo de forma exclusivamente online, e destaca que ele é essencial para a sua gestão institucional. A federação diz que a pesquisa orienta o mercado turístico e setores como o do Comércio, para a tomada de decisões mercadológicas.
Preferências e intenção de gastos das famílias
Os dados da pesquisa sobre a pretensão de viajar revelam uma divisão bem clara nas intenções. Conforme as respostas, há quatro grupos: 27% garantem que vão viajar, 21,7% ainda estão em dúvida, outros 21,1% não vão viajar por falta de dinheiro e 30,3% não pretendem viajar por outros motivos.
A falta de dinheiro é o principal motivo para mais de um terço das pessoas (37%) não viajarem. Em seguida, os entrevistados (36,1%) apontaram problemas com a escala de trabalho ou a ausência de férias. Os preços altos na temporada de férias também foram mencionados por 11,8% das pessoas, como motivo para não viajar, e a vontade de descansar em casa apareceu em 8,4%, entre outros motivos menos citados.
Mesmo sem viajar, o paraense continua aquecendo a economia local. Os dados mostram que 77,9% dos que ficam no Pará, têm a intenção de aproveitar o lazer (shoppings, cinemas, restaurantes e shows), e apenas 22,1% disseram querer reduzir os gastos ao máximo.
A própria pesquisa da Fecomércio destaca que “a forte intenção de consumo interno apoia os resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, que frequentemente aponta o setor de serviços prestados às famílias (alimentação e lazer) como um dos principais propulsores da atividade econômica urbana em meses festivos ou de férias.
Formas e estratégias de economia
O consumidor, ouvido no levantamento, disse querer evitar dívidas longas neste veraneio. Tanto é assim que 61,6% disseram pagar as despesas à vista (dinheiro, PIX ou débito). Nesse cenário, o PIX lidera as menções para os pagmentos. Por sua vez, o cartão de crédito representou 60% (compras com respostas múltiplas), e somente 8% disseram que vão usar reservas financeiras/poupança e 4%, empréstimos ou antecipação do 13º salário.
Segundo o estudo, a forte preferência pelo PIX/dinheiro e a busca ativa por economia na alimentação e hospedagem refletem o impacto do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)acumulado do IBGE, que tem mostrado encarecimento real nos grupos de “Alimentação Fora do Domicílio” e “Passagens Aéreas/Combustíveis”, forçando o consumidor a ser mais estratégico.
Em razão dos dados levantados, a Fecomércio considera que a escolha por lugares tradicionais no interior do Pará, como Mosqueiro, Salinas e a Ilha do Marajó, mesmo com as táticas pensadas para a economia de gastos, vai garantir uma forte circulação de pessoas e dinheiro no estado, aquecendo a economia local no próximo mês de julho.
Fonte: oliberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 30/06/2026/07:59:42
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