“A primeira [questão] é a censura. As ordens sigilosas dirigidas às plataformas digitais americanas não tiveram origem no Congresso. Foram emitidas por ministros do Supremo Tribunal Federal e pela administração Lula. As medidas decorrem de decretos do Poder Executivo e de decisões judiciais, e não de leis aprovadas pelo parlamento”, afirmou Flávio.
Sobre a questão da corrupção no Brasil citada em investigação do USTR que propõe a aplicação de tarifas contra o Brasil, Flávio disse que esse tema é um dos maiores “desafios enfrentados pelo povo brasileiro”.
Na sequência, o pré-candidato do PL disse que os casos de corrupção apurados no Brasil tem “responsáveis identificáveis”. E citou os escândalos do Mensalão, da Lava Jato, de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master, como exemplos.
Ainda em relação a essa temática, Flávio Bolsonaro disse que o Brasil viveu quatro anos (2019-2022) sob a presidência de seu pai “sem um único grande escândalo de corrupção”.
“A corrupção tornou-se uma característica marcante da esquerda política brasileira. O povo brasileiro não deve ser punido por isso”, afirmou Flávio.
Eleições
“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Daqui a apenas 90 dias, o cenário político do país será completamente diferente”, introduziu Flávio.
“Impor uma tarifa agora, que seria difícil de reverter, acabaria recompensando os responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que sofreram suas consequências. Este seria o pior momento possível para agir”, completou o pré-candidato do PL.
PIX
Também na audiência, Flávio saiu em defesa do PIX – ferramenta de pagamentos instantâneos desenvolvida pelo Banco Central implementada na gestão Jair Bolsonaro.
Flávio disse que o sistema não “é o problema”, mas, sim, uma “solução”, por ter ampliado a inclusão financeira, integrando milhões de brasileiros pobres à economia formal.
“Além disso, [o PIX] continua beneficiando diretamente empresas americanas, já que o volume de transações realizadas por cartões emitidos por bandeiras dos Estados Unidos segue crescendo junto com a ampla adoção do PIX, porque esses serviços são complementares, e não concorrentes ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, disse.
O PIX virou um motivo de embate entre as pré-campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. O lado petista tem dito que a ferramenta é do Brasil e não está em negociação. O lado bolsonarista tem frisado a implementação do mecanismo na gestão Jair Bolsonaro.
Posição do governo Lula
Na semana passada, o governo brasileiro apresentou uma resposta formal à conclusão da investigação dos Estados Unidos sobre a proposta do novo tarifaço.
Esta terça-feira é o segundo dia de audiências promovidas pelo USTR. A participação de interessados no debate depende de inscrição. Flávio Bolsonaro se inscreveu e teve cerca de cinco minutos para fazer suas considerações.
O governo federal não mandou representantes para falar pelo Executivo, mas enviou observadores. Representantes de áreas técnicas e do setor produtivo apresentaram seus argumentos no primeiro dia.
A ausência de representantes do governo Lula entre os oradores foi alvo de críticas de Flávio Bolsonaro, que divulgou um vídeo após participar da audiência em Washington. Na gravação enviada pela assessoria do senador, o pré-candidato do PL diz que foi aos EUA defender os interesses brasileiros, enquanto Lula defende “interesses de bandidos brasileiros”.
“É impressionante como é que tinha todo mundo lá: os defensores das empresas, dos produtos brasileiros, advogados, empresários, mas não tinha ninguém, nenhumzinho do governo Lula escalado para fazer a defesa numa espécie de tribunal, que é quem vai sugerir ou não que as tarifas sejam aplicadas ao presidente dos Estados Unidos, ele é que vai tomar a decisão dele política no final”, disse Flávio no vídeo.
A investigação do USTR foi aberta com base na “Seção 301” da Lei de Comércio de 1974. Apura supostos atos e práticas do Brasil relacionados a comércio digital (PIX), tarifas, corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento.
🔎Essa legislação permite a adoção de medidas comerciais quando um país considera que práticas de outro governo são injustas e prejudicam empresas americanas.
Com base nessa investigação, o USTR propôs novas tarifas contra produtos brasileiros.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 08/07/2026/07:28:36
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