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Em Santarém, projeto apresenta dados de pesquisa que poderão ser usados na revisão do Acordo de Pesca do Tapajós

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Os dados foram obtidos no período entre agosto de 2024 e maio de 2025. Participaram das pesquisas lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil e com órgãos governamentais.

A pesquisa foi realizada em comunidades da Flona Tapajós e da Resex Tapajós-Arapiuns pela The Nature Conservancy (TNC) em parceria com instituições parceiras e órgãos ambientais da região como o Movimento dos Pescadores do Baixo Amazonas (Mopebam), Colônia de Pescadores Z-20, Sociedade para Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente (Sapopema), Instituto de Conservação Ambiental (ICMBio) além do apoio das Semas de Santarém e do Estado.

Evento aconteceu na Colonia Z-20 em Santarém — Foto: Dominique Cavaleiro/g1

O que foi avaliado nas pesquisas?

De acordo com a professora da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Bianca Bentes, vários aspectos foram observados nas pesquisas, como: consumo das espécies na região, desembarque pesqueiro e espécies de peixes mais encontradas na região.

Algumas espécies já dão sinais de sobrepesca na região, por isso a importância de avançar no acordo de pesca ouvindo todas as esferas interessadas e promovendo o protagonismo dos pescadores na construção dessas ações.

“Há necessidade de se pensar em um trabalho de manejo que tenha a atuação das instituições que regulam isso juntamente, claro, sempre com protagonismo dos pescadores”, contou a professora.

O que os dados revelaram?

Ainda segundo a pesquisadora Bianca Bentes, além das espécies com sinais de sobrepesca, os dados revelaram a importância de trazer os pescadores para as discussões relacionadas ao manejo sustentável das espécies.

“O segundo principal achado, eu diria, que teria que trazer esses pescadores para essas discussões, trazer a realidade deles para se pensar no manejo. O manejo não pode ser pensado de uma forma unilateral, ele tem que ser pensado com aqueles que vivem a realidade”, disse Bianca Bentes.

A pesquisadora revelou que entre as espécies com sinais de sobrepesca é o próprio tambaqui, mas esses dados podem sofrer variações por conta do processo hidrológico da Amazônia.

“O tambaqui é uma espécie que traz um certo alerta pra gente assim como algumas pescadas”, contou Bianca.

Coordenador do Movimento dos Pescadores do Baixo Amazonas (Mopebam), Manoel Pinheiro contou que para a classe dos pescadores, uma das preocupações é o estoque pesqueiro. Ele destaca que o Mapará é uma das espécies com maior índice de pesca na região, por conta do valor comercial desse tipo de peixe.

“O mapará aqui na região do Tapajós é um peixe cobiçado. O mapará é o carro chefe no estoque peixeiro, nossos pescadores correm muito atrás desse peixe e essa é uma das preocupações em relação ao estoque pesqueiro pela facilidade de exportação, esse peixe é o mais vendido para frigoríficos e grandes empresas”, contou Manoel.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 15/05/2026/13:19:22

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