O aumento das temperaturas e os riscos invisíveis do calor extremo voltaram a chamar atenção após uma tragédia registrada no norte do México. Um menino de apenas três anos morreu depois de permanecer por horas dentro de um carro fechado sob forte incidência solar, em um caso que agora é investigado pelas autoridades locais como possível negligência.
A criança, identificada como Vicente, foi encontrada já sem reação dentro de um veículo estacionado em frente a uma residência na cidade de Mexicali, no estado da Baja California. O caso veio à tona no último sábado (2), depois que equipes de emergência foram acionadas por moradores da região.
De acordo com informações preliminares da polícia local, a mãe do menino teria saído durante a noite para um evento e retornado pouco depois da meia-noite. Ao chegar em casa, ela entrou no imóvel e adormeceu, sem perceber que o filho ainda permanecia preso à cadeirinha no banco traseiro do automóvel.
Com o avanço da manhã e a rápida elevação das temperaturas na região, o interior do veículo teria atingido níveis críticos de calor, transformando o espaço fechado em um ambiente semelhante a uma estufa. Horas depois, já por volta da tarde, a mulher teria percebido a situação e pedido ajuda.
Quando socorristas chegaram ao local, encontraram a mãe com a criança nos braços, informando que o menino não respondia. A equipe médica confirmou a morte ainda na cena.
Exames iniciais indicam que Vicente foi vítima de insolação grave após exposição prolongada ao calor extremo. Peritos relataram ainda a presença de lesões compatíveis com queimaduras provocadas por superfícies aquecidas no interior do automóvel. Não foram encontrados sinais de violência física, segundo o serviço médico legal.
As investigações apontam que a morte pode ter ocorrido entre 9h e 10h da manhã, momento em que os termômetros na região já ultrapassavam os 33°C. O menino não apresentava doenças pré-existentes, de acordo com o laudo inicial.
O caso está sob análise do Gabinete do Procurador-Geral do Estado de Baja California, que apura as circunstâncias da ocorrência. Moradores da região têm cobrado responsabilização e pedem que o episódio seja tratado como negligência.
Fonte: dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 06/05/2026/07:08:50
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