GERALPARÁ

Ibama e PF destroem 31 escavadeiras em operação contra garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no Pará

Nos dois primeiros dias da operação, as equipes inutilizaram 31 escavadeiras hidráulicas usadas diretamente na retirada ilegal de minérios.

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Além do maquinário, os agentes apreenderam uma antena satelital para acesso à internet, 23 gramas de ouro, duas armas de fogo e munições. Duas aves que estavam em poder dos infratores foram resgatadas durante a fiscalização.

Segundo os órgãos de fiscalização, o avanço do garimpo ilegal no território provoca desmatamento, assoreamento de rios e igarapés e contaminação por mercúrio, combustíveis e resíduos oleosos. Esses impactos afetam a água, a fauna, a flora e expõem comunidades indígenas a riscos diretos.

O Ibama informou que a operação também mira a dimensão econômica do crime. De acordo com os órgãos envolvidos, o garimpo ilegal depende de uma cadeia estruturada de abastecimento e financiamento, muitas vezes associada a organizações criminosas. “Ao destruir equipamentos e estruturas de apoio, a ação busca elevar o custo da atividade e dificultar sua retomada”, informaram.

Por causa da grande extensão da área e da dificuldade de acesso a vários pontos da terra indígena, a fiscalização contou com aeronaves do Ibama e da Polícia Federal, usadas no reconhecimento, no transporte de equipes e no apoio logístico. As informações levantadas durante a operação devem ajudar em futuras investigações e na responsabilização dos envolvidos.

A Operação Xapiri Mebêngôkré faz parte das ações permanentes de proteção ambiental na Amazônia Legal.

O nome da operação faz referência a “Mebêngôkré”, autodenominação do povo Kayapó, e simboliza a defesa do território indígena contra atividades ilegais que ameaçam a floresta e o modo de vida da comunidade.

A TI Kayapó

Esta TI é considerada uma das áreas protegidas mais importantes da Amazônia brasileira, por reunir extensas áreas de floresta preservada, nascentes e cursos d’água ligados à bacia do Xingu, além de uma biodiversidade de alto valor ambiental.

A região é tratada como estratégica para a conservação da floresta e para a proteção dos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 20/06/2026/16:07:20

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