A mãe de Helena, bebê de 10 meses morta em Fortaleza, disse, em depoimento à polícia, que estava em uma festa no apartamento do homem que foi preso suspeito de estuprar e matar a criança e que achou que a filha tinha engasgado.
A mãe e o suspeito tinham uma relação recente e haviam se conhecido há poucos dias. Ele foi preso na segunda-feira (13/7) logo após o crime, com um primo.
A coluna Na Mira apurou que a mulher disse, na Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), que percebeu que algo estava errado com a filha e acreditou que a bebê estava engasgada. A mulher também disse que o “ficante”, inicialmente tratado como padrasto da criança, e o primo dele estavam presentes no local.
A criança morreu no hospital após ser socorrida. No local, a equipe médica constatou que a criança apresentava indícios compatíveis com violência sexual.
A mulher prestou depoimento acompanhada do irmão, tio da criança.
A criança foi sepultada nesta terça-feira (14/7). A mãe passou mal e desmaiou durante o velório. Ela teria saído do local em uma cadeira de rodas.
Investigação
A Polícia Civil do Ceará investiga o caso. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará informou que a unidade de saúde onde a bebê Helena foi socorrida constatou que a criança apresentava sinais compatíveis com violência sexual. A hipótese de asfixia também está sendo analisada.
De acordo com a Dececa, o homem apontado pela mãe como “ficante” e o primo dele foram conduzidos à unidade policial com sinais de embriaguez.
Ainda segundo a SSPDS, o caso ocorreu no bairro Dionísio Torres. A bebê foi socorrida e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi confirmada, e a Polícia Civil aguarda o resultado dos laudos periciais.
A Dececa informou que os depoimentos da mãe e do tio da menina serão fundamentais para reconstruir a dinâmica dos fatos e esclarecer a participação de cada um dos envolvidos.
Fonte: Metrópoles e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 18/07/2026/07:14:15
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