
Um dado alarmante e tecnicamente impossível, tomou conta das redes sociais nesta semana: a afirmação de que o Google teria registrado 163 milhões de buscas pela frase “como matar uma mulher sem deixar rastros”. Embora o número tenha provocado indignação e medo, uma análise técnica revela que a estatística é falsa. O erro, que mistura conceitos de engenharia de dados com pânico moral, esconde uma realidade estatística diferente, mas igualmente preocupante.
O erro técnico por trás do viral
A cifra de 163 milhões não nasceu do comportamento dos usuários, mas de uma leitura equivocada da interface do buscador. Ao digitar uma frase entre aspas no Google, o sistema exibe o número de páginas indexadas que contêm aqueles termos.
Esses resultados incluem desde reportagens sobre condenações criminais e estudos de criminologia até roteiros de obras de ficção e debates jurídicos. Não há, nas ferramentas de transparência do Google, qualquer registro que aponte para um volume de pesquisas humanas sequer próximo a esse patamar, o que equivaleria a quase toda a população adulta do Brasil realizando a mesma busca simultaneamente.
A realidade dos números oficiais
Enquanto a “fake news” distorce o cenário digital, os dados consolidados pelas autoridades de segurança mostram onde o perigo realmente reside. De acordo com o último balanço do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil registra uma média de quatro feminicídios por dia.
O abismo entre o boato e o fato é nítido: no último ano, foram registrados oficialmente cerca de 1.460 feminicídios em todo o território nacional. Mais grave que o volume de buscas na internet é o dado de que 80% dessas vítimas não possuíam qualquer medida protetiva ativa no momento do crime, revelando uma falha na rede de proteção e na denúncia precoce, e não necessariamente um planejamento arquitetado via buscadores online.
O perigo da “conscientização pelo medo”
Especialistas em segurança pública e direitos humanos alertam que utilizar dados inflados para atrair atenção pode ter o efeito inverso do desejado.
“Quando propagamos números que não sobrevivem a uma checagem básica, damos munição para quem deseja deslegitimar a pauta do combate à violência contra a mulher”, explica a Dra. Mariana Silva, pesquisadora em violência de gênero. Segundo ela, o foco deve estar na tentativa de feminicídio, que registra números ainda maiores, ultrapassando 2.500 casos anuais e no volume de chamadas para o 190, que ocorre a cada minuto no país.
Onde buscar ajuda real
A desinformação digital não deve silenciar os canais oficiais. O combate ao feminicídio depende de dados reais e ações concretas. Se você ou alguém que você conhece está em uma situação de risco, os canais de atendimento permanecem ativos e sigilosos:
• Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher para orientações e denúncias.
• Ligue 190: Em casos de emergência e agressão imediata.
• Delegacias da Mulher: Atendimento especializado para registro de ocorrências e solicitação de medidas protetivas de urgência.
Fonte: DOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 13/02/2026/15:31:44
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

