A doença de Newcastle pode infectar humanos, mas o risco para a população em geral é considerado muito baixo. A principal forma de exposição ocorre pelo contato direto com aves infectadas, secreções ou materiais contaminados. Em pessoas, a infecção costuma provocar conjuntivite leve e passageira, segundo a OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal).
O alerta ocorre após o Ministério da Agricultura e Pecuária confirmar, nesta segunda-feira (19), um foco da doença em uma granja de perus de corte em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A propriedade tem aproximadamente 6 mil aves e foi isolada. Outras 133 granjas da região serão acompanhadas durante a investigação sanitária.
Por enquanto, a pasta disse que vai declarar emergência fitossanitária no município da ocorrência e em outros três do entorno.
Apesar de ser altamente contagiosa entre aves, a doença de Newcastle é classificada pela OMSA como uma zoonose menor, ou seja, uma enfermidade que pode passar de animais para seres humanos, mas que raramente causa infecção em pessoas. Não há indicação de que a ocorrência represente uma ameaça relevante à saúde pública.
Quais são os sintomas da doença de Newcastle em humanos?
A conjuntivite é a manifestação mais conhecida da infecção pelo vírus de Newcastle em seres humanos. Os sintomas podem incluir vermelhidão nos olhos, lacrimejamento e irritação ocular.
Os casos estão associados principalmente à exposição ocupacional, especialmente entre trabalhadores de granjas, veterinários e profissionais que manipulam aves infectadas. A contaminação pode ocorrer pelo contato com secreções respiratórias, fezes ou superfícies contaminadas.
De acordo com o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, pessoas expostas diretamente a aves doentes podem desenvolver conjuntivite em casos muito raros. O uso de equipamentos de proteção individual ajuda a reduzir esse risco.
Doença de Newcastle passa pelo consumo de frango ou ovos?
Não há indicação de risco à saúde humana pelo consumo de carne de frango e ovos devidamente cozidos. O USDA afirma que a doença de Newcastle não é considerada um problema de segurança alimentar e que produtos avícolas preparados adequadamente são seguros para consumo.
A ocorrência de um foco em uma granja não significa que os alimentos comercializados estejam contaminados. Os estabelecimentos e os produtos envolvidos ficam sujeitos aos procedimentos de investigação, controle e fiscalização das autoridades sanitárias.
A recomendação é comprar alimentos de procedência regular, seguir as orientações de conservação e cozinhar adequadamente carnes e ovos. Também é importante evitar o contato com aves doentes ou encontradas mortas.
Newcastle é a mesma coisa que gripe aviária?
Não. A doença de Newcastle e a influenza aviária, conhecida como gripe aviária, são enfermidades diferentes, causadas por vírus distintos. Ambas podem provocar quadros graves em aves e gerar impactos importantes para a produção avícola, mas não devem ser confundidas.
A Newcastle afeta principalmente aves domésticas e silvestres e pode provocar sinais respiratórios, alterações neurológicas, diarreia e mortalidade elevada nos plantéis, dependendo da variante viral.
A confirmação exige exames laboratoriais. No Brasil, a doença é de notificação obrigatória, e a vigilância veterinária busca identificar rapidamente os focos e impedir a disseminação entre as aves.
Qual é o risco da Newcastle para a população?
O principal impacto da doença está na saúde animal e na produção avícola. Como o vírus se espalha rapidamente entre aves suscetíveis, a confirmação de um foco exige isolamento da propriedade, investigação epidemiológica e medidas de contenção definidas pelas autoridades.
No caso de Santa Catarina, o acompanhamento de granjas próximas busca verificar possíveis vínculos epidemiológicos e evitar a propagação da doença. A ocorrência também exige atenção do setor produtivo devido aos possíveis efeitos sobre a circulação de animais e produtos e sobre o comércio internacional.
Para a população, a orientação é evitar o manuseio de aves doentes ou mortas. Pessoas que apresentarem irritação ocular ou conjuntivite após contato direto com aves suspeitas devem procurar atendimento médico e informar a exposição.
Fonte: cnnbrasil e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 20/10/2026/07:14:37
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