Entre os alvos estão:
os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann;
além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios.
Também são alvo da operação executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia, segundo as investigações. São eles:
- José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco;
- Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e
- André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander.
A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 54 bilhões.
Desta vez, a força-tarefa busca esclarecer se esses integrantes tiveram algum nível de participação ou conhecimento do esquema de fraude contábil que levou à crise da varejista (entenda mais abaixo).
O que dizem os citados
Os acionistas de referência afirmaram, em nota, que foram surpreendidos pela operação da Polícia Federal e sustentam que tanto eles quanto o Conselho de Administração foram enganados e induzidos ao erro pela antiga diretoria da empresa, com base nas investigações conduzidas ao longo dos últimos anos (leia notas na íntegra).
Eles dizem que a ação faz parte do curso normal das apurações e reiteram que vêm colaborando com as autoridades desde que tiveram conhecimento das fraudes, em janeiro de 2023.
As defesas também informaram que ainda não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial e aguardam mais informações para eventual manifestação.
O Bradesco, por sua vez, informou que acompanha a situação e está à disposição das autoridades.
Já o Itaú afirmou que não é investigado no caso, mas que colabora com as autoridades desde 2023, fornecendo informações.
Em nota, o banco diz ter comprovado à Justiça a regularidade de sua atuação, destacando que recusou pedidos da antiga gestão das Americanas para alterar documentos, e reiterou que agiu com rigor e confiança no trabalho das autoridades.
O Santander também se posicionou. O banco informou que “está ao lado das partes prejudicadas” envolvendo as fraudes e que segue colaborando com as autoridades.
A instituição acrescentou que reitera o compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações.
“A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos”, afirmou.
Conhecimento prévio
Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, a investigação aponta que ex-executivos das Americanas montaram um esquema para inflar artificialmente os resultados financeiros da empresa, ocultando dívidas e manipulando balanços para melhorar a percepção do mercado.
De acordo com os investigadores, haveria indícios de que parte dos envolvidos tinha conhecimento prévio das irregularidades, que se estenderiam por vários anos.
“Os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, informou a PF.
“As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e associação criminosa”, acrescentou.
Notas
Nota das Americanas
“A Americanas informa que não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023. A Companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos.”
Nota dos acionistas das Americanas
“Os acionistas de referência foram surpreendidos pela operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal ao longo dos últimos anos, inclusive com base em acordos de colaboração premiada, indicam que o Conselho de Administração e os acionistas de referência foram continuamente enganados e induzidos a erro pela antiga diretoria da Companhia.
Os acionistas de referência entendem que a operação integra o curso regular das apurações em andamento e reiteram seu compromisso de colaborar plenamente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos, como vêm fazendo desde 11 de janeiro de 2023, quando tiveram conhecimento das fraudes contábeis.
Até o momento, as defesas não tiveram acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a medida, razão pela qual aguardam mais informações para eventual manifestação complementar.”
Nota do Itaú
“Em relação à operação realizada hoje, o Itaú Unibanco, embora não seja investigado, esclarece que colabora ativamente com as autoridades desde 2023, prestando todas as informações sobre o caso Americanas. As investigações oficiais já demonstraram que a varejista foi palco de uma das maiores fraudes corporativas do País.
O banco, que sofreu perdas bilionárias com o episódio, já comprovou a lisura de sua conduta e da atuação de seus funcionários por meio de documentos apresentados à Justiça. Os registros deixam claro, por exemplo, que o Itaú recusou pedidos da antiga gestão da Americanas para alterar cartas de circularização de balanços.
A instituição reitera que sempre atuou com rigor ético e regulatório, apoiando e confiando no trabalho das autoridades para a elucidação definitiva das irregularidades praticadas pela antiga administração da varejista.”
Nota do Santander
“O Santander informa que está ao lado das partes prejudicadas na apuração das fraudes envolvendo a Americanas e segue colaborando com as autoridades competentes, como tem feito desde o início das apurações. A instituição reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações.”
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 25/06/2026/14:58:27
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