As prisões foram realizadas por equipes da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Antissequestro (DRRBA), vinculada à Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), com apoio da Polícia Federal, por meio da Delegacia de Polícia de Migração do Aeroporto Internacional de Belém.
Quem são os presos
Um dos detidos é Helton Cezar Sanches Gomes, conhecido como “Rato”, apontado como integrante da organização criminosa responsável pelo sequestro.
Também foi preso Ronaldo Cardoso Furtado, o “RK”, investigado por participação direta no crime, com atuação na logística financeira do grupo. No momento da abordagem, ele estava com substâncias entorpecentes e foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.
O terceiro preso é Diogo Castro Machado, que já tinha mandados de prisão por condenações definitivas pelos crimes de tráfico de drogas e roubo. Ele foi localizado no Aeroporto de Belém e apresentou documento falso durante a abordagem, sendo preso também por uso de documento falso.
O g1 tenta contato com a defesa dos três investigados no sequestro ocorrido em Barcarena.
Como foi a operação
A segunda fase da Operação Ferrugem teve como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva expedidos pela Vara Criminal de Barcarena contra investigados pelos crimes de extorsão mediante sequestro e associação criminosa.
As apurações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada voltada a esse tipo de crime. A partir disso, a polícia solicitou as prisões preventivas dos envolvidos.
Os três presos foram levados para a sede da DRRBA, onde passaram pelos procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça.
Ao todo, cinco pessoas já foram presas na operação. As investigações continuam para identificar outros envolvidos.
Relembre o caso
Um empresário e a esposa foram abordados por criminosos armados e encapuzados. Pelo menos um dos suspeitos usava roupa semelhante à de policial civil.
Durante a ação, a mulher foi abandonada em um ramal após o Trevo do Peteca, enquanto o empresário foi levado pelos sequestradores.
Os criminosos passaram a exigir R$ 2 milhões pela libertação da vítima, além de cobrarem drogas, ouro e dinheiro.
Após diligências da polícia, o empresário foi libertado no mesmo dia. Mesmo assim, os suspeitos continuaram fazendo exigências.
As investigações identificaram uma conta bancária que receberia parte do valor do resgate, o que levou à prisão em flagrante de dois integrantes do grupo ainda no dia do crime: John Ítalo Silva Pinheiro e Luiz Carlos Nunes da Cunha.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 23/06/2026/07:59:07
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