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PM deixa oficiais fora da lista de promoções e abre polêmica sobre critérios de escolha

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A divulgação da mais recente lista de promoções da Polícia Militar do Pará produziu um efeito imediato nos bastidores da segurança pública: a reabertura de um debate antigo – e nunca totalmente resolvido – sobre os critérios que levam ao topo da carreira.
Entre os pontos que mais chamaram atenção está a ausência dos tenente-coronéis Lima Neto e Vicente Neto, oficiais com atuação recente marcada por resultados operacionais expressivos em áreas sensíveis da Região Metropolitana de Belém.

À frente do 21º BPM, em Marituba, Lima Neto tem liderado ações com apreensão de armas, retirada de entorpecentes de circulação e prisões de suspeitos ligados a organizações criminosas. No 24º BPM, Vicente Neto responde por bairros estratégicos da capital, como Tapanã, Bengui e Cabanagem, também acumulando indicadores relevantes no enfrentamento à violência.

A não inclusão dos dois nomes, sem detalhamento oficial até o momento, ampliou a repercussão interna e reforçou uma percepção já presente em setores da corporação.

Entre regra e prática

Formalmente, o sistema de promoções da Polícia Militar se apoia nos critérios de antiguidade e merecimento. Na prática, porém, a aplicação desses parâmetros volta a ser questionada.

Relatos recorrentes no meio policial apontam para um processo percebido como pouco transparente, com critérios nem sempre explicitados e decisões concentradas em instâncias restritas da estrutura de comando.

O ponto central da crítica é conhecido: merecimento exige avaliação técnica, objetiva e verificável. Quando esses elementos não são claramente apresentados, o que deveria ser critério passa a ser interpretado como margem de discricionariedade – e discricionariedade sem transparência tende a produzir ruído.

Alerta soa na caserna

Outro aspecto sensível é a percepção de seletividade. Oficiais com histórico consistente em funções operacionais, especialmente em áreas de maior pressão criminal, relatam dificuldades na progressão funcional. Não há, objetivamente, confirmação de perseguição institucional. Mas a ausência de critérios claros e publicamente verificáveis abre espaço para leituras de favorecimento ou preterição por fatores internos.

Em uma estrutura hierarquizada como a militar, essa percepção já é suficiente para tensionar o ambiente e fragilizar a confiança no processo.

Efeito na base

Do ponto de vista administrativo, promoções também cumprem papel de reorganização e alinhamento institucional. O problema surge quando esse movimento deixa de refletir desempenho e passa a ser percebido como escolha por conveniência. O impacto não é abstrato. Ele atinge diretamente três pilares: a confiança da tropa, a credibilidade da instituição e a efetividade das ações de segurança pública.

Na ponta, o risco é estrutural: desestímulo ao perfil operacional, valorização de trajetórias mais burocráticas e afastamento entre comando e realidade das ruas.

Pergunta sem resposta

A falta de transparência nas promoções não se limita ao desconforto interno; ela alimenta uma crise silenciosa de legitimidade. A questão que permanece, sem resposta objetiva, é direta: quais são, de fato, os critérios determinantes para a ascensão ao posto de coronel?

Promoção por merecimento não é apenas um rito administrativo, mas um teste de credibilidade institucional, isto é, não basta cumprir a forma – é preciso sustentar a confiança. Quando o critério não aparece, o resultado fala sozinho, e, nesse caso, o silêncio pesa mais do que a lista.

Papo Reto

•Bons motivos para chorar em público. Depois do governador Helder Barbalho, na quinta-feira, 2, foi a vez do irmão, ministro Jader Filho (foto), se emocionar na entrega de 441 casas de um residencial, em Mosqueiro.

•As lágrimas do filho contagiaram o pai, que também estava no evento e não conteve a emoção.

•A prefeita de São João de Pirabas, Kamily Araújo, do MDB, promete mandar embora a empresa Águas do Pará do serviço de fornecimento de água na cidade.

•A decisão surge após inúmeras reclamações da população sobre falhas constantes e baixa qualidade no atendimento. Segundo a prefeita, o serviço será mantido pelo sistema de abastecimento local.

•Detalhe: se todo prefeito que assinou o contrato com a nova concessionária resolvesse repetir o gesto da prefeita de Pirabas, a Águas do Pará acabaria sem ter o que fazer por aqui.

•No dia seguinte à inauguração da ampliação da rua da Marinha, a Polícia Militar teve que agir com firmeza para retirar “ocupantes” que já haviam demarcado lotes para futuras construções.

•Retirados os possíveis moradores, a PM agora se atém a coibir o roubo da grama recém-plantada ao longo da rua.

•No dia 21 de março foi inaugurada a sala Paulo Miranda, no Museu do Marajó, em Cachoeira do Arari, na ilha, tornando-se a primeira sala de cinema na região.

•O espaço foi readequado com recursos da Lei Paulo Gustavo, oferece sessões e valoriza o audiovisual local, fomentando acesso à cultura e ao audiovisual.

•A aprovação pela Assembleia Legislativa da lei que declara o queijo do Marajó Patrimônio Cultural, proposta pelo deputado Iran Lima, deixou os produtores da região exultantes, como na Fazenda Mironga que, além do queijo, produz manteiga e doce de leite.

Fonte: portalolavodutra e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 06/04/2026/14:38:59

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