A denúncia investigada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) contra a empresa Viação Ouro e Prata provocou uma forte repercussão nas redes sociais e abriu uma avalanche de relatos de passageiros que afirmam terem sido prejudicados. Após a publicação do Portal OESTADONET uma massiva publicação de comentários de passageiros da empresa revelaram práticas semelhantes, ampliando a pressão sobre a empresa e reforçando os indícios de irregularidades no transporte com destino final a Itaituba.
MP investiga suposta irregularidade em passagens para Itaituba e mira atuação da Viação Ouro e Prata
A repercussão da investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Pará ganhou grandes proporções nas redes sociais e escancarou um problema que, segundo usuários, é recorrente. A apuração aponta que a empresa Viação Ouro e Prata estaria vendendo passagens com destino final a Itaituba, no sudoeste do Pará, mas realizando o desembarque dos passageiros em Miritituba, distrito localizado a alguns quilômetros da cidade.
A denúncia inicial partiu de passageiros que alegam ter sido obrigados a completar o trajeto por conta própria, enfrentando custos extras e até riscos à segurança, mesmo após pagarem por uma viagem até o terminal rodoviário de Itaituba. Para o MP, há indícios de prática abusiva e possível descumprimento da oferta contratada, o que pode configurar violação aos direitos do consumidor.
Após a divulgação do caso, a reação do público foi imediata. Centenas de comentários confirmam a prática e relatam situações semelhantes, muitas delas marcadas por indignação, constrangimento e sensação de abandono.
“Tem um ônibus Ouro e Prata que não atravessa e deixa os passageiros em Miritituba”, relatou Socorro Oliveira, reforçando que a situação seria frequente.
A usuária Eunice Naice também afirmou ter passado pelo problema ao viajar com o marido. “Quando chegamos em Miritituba, o motorista disse que ali acabava a rota dele. Se quiséssemos chegar em Itaituba, era pra atravessar na balsa ou de voadeira. Fiquei indignada”, escreveu.
Relatos de situações ainda mais delicadas também chamam atenção. Celia Regina Brito contou que foi deixada à noite no distrito. “A balsa já tinha saído. Tive que pegar uma voadeira e esperar lotar para atravessar”, disse.
Outros passageiros reforçam a falta de padrão no serviço. Enquanto alguns dizem ter sido deixados no destino final, muitos afirmam que o desembarque em Miritituba ocorre sem aviso prévio. “Simplesmente somos tirados do ônibus e o motorista diz que não tem compromisso de levar até Itaituba”, afirmou Ilaini Maria Raffler.
A revolta também se estende a relatos de descumprimento de horários e condições precárias de transporte. “Vendem passagem para um horário e chega totalmente atrasado”, criticou Simone Soares Silva.
Um dos depoimentos mais impactantes veio de Maria Helena França Amorim, que descreveu uma madrugada de tensão. “Cheguei às 4h30 em Miritituba, fui deixada com malas na beira do rio. Paguei caro na passagem pra isso. Um descaso total”, desabafou.
Diante da grande quantidade de manifestações, o caso ganhou ainda mais relevância pública e reforça a necessidade de esclarecimentos por parte da empresa e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Entenda o caso
O Ministério Público instaurou procedimento administrativo para apurar possíveis irregularidades no serviço de transporte rodoviário com destino a Itaituba. A investigação evoluiu a partir de uma Notícia de Fato aberta em outubro de 2025, após sucessivos relatos de passageiros.
Segundo o MP, há dúvidas sobre a legalidade do desembarque em Miritituba e se os consumidores são devidamente informados no momento da compra. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que apenas duas autorizações concedidas à empresa contemplam pontos em Itaituba, enquanto a agência estadual declarou não ter competência para fiscalizar o serviço.
A Viação Ouro e Prata, por sua vez, afirma atuar dentro da legalidade e sustenta que os bilhetes indicam claramente os locais de embarque e desembarque. Mesmo assim, o MP considera que ainda há pontos a esclarecer e segue com diligências para apurar a regularidade do serviço.
A investigação também deve ouvir outras empresas que atuam na região, como Buburé e Quaresma Tur, para verificar se a prática é isolada ou recorrente no sistema de transporte.
Enquanto isso, a repercussão nas redes sociais continua crescendo, transformando o caso em um símbolo da insatisfação de passageiros e ampliando a cobrança por respostas e soluções.
Fonte: oestadodonet e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 14/04/2026/17:25:07
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