A Polícia Federal prendeu temporariamente um homem de 37 anos, em Castanhal, na Região Metropolitana de Belém, durante uma operação que investiga uma possível rede envolvida no compartilhamento internacional de vídeos de crimes sexuais contra mulheres que estariam sob efeito de substâncias sedativas.
A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Somnus, que apurou que o suspeito abusou sexualmente da própria esposa depois de, supostamente, deixá-la desacordada. O caso faz parte de uma apuração mais ampla sobre pessoas que, além de cometerem os abusos, também seriam responsáveis por registrar e compartilhar imagens dos crimes.
A operação teve origem em informações encaminhadas às autoridades brasileiras pela polícia criminal da Alemanha, em cooperação com a Europol. Os dados indicavam a atuação de grupos que utilizariam a internet para disseminar conteúdos relacionados a abusos cometidos contra mulheres em situação de vulnerabilidade.
No Pará, as diligências levaram os investigadores até Castanhal, onde o homem foi localizado e preso. A medida é temporária e faz parte do avanço das investigações para reunir provas e esclarecer a participação do suspeito nos fatos apurados.
Outra frente da operação ocorreu em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Um homem de 29 anos foi preso preventivamente sob suspeita de ter cometido abusos contra duas familiares: uma irmã e uma prima.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam celulares, computadores e medicamentos. Os equipamentos eletrônicos deverão passar por perícia, enquanto os demais materiais serão analisados pelos investigadores para verificar se possuem relação com os crimes investigados.
Segundo a Polícia Federal, as apurações indicam que os suspeitos mantinham contato e compartilhavam informações sobre substâncias com potencial sedativo e maneiras de utilizá-las. A suspeita é de que esse conhecimento fosse empregado para facilitar a prática dos abusos e a produção de registros audiovisuais.
Os envolvidos poderão ser responsabilizados por diferentes crimes, entre eles estupro de vulnerável, divulgação de registros de estupro ou de estupro de vulnerável e produção não autorizada de imagens relacionadas à intimidade sexual.
Fonte: dol e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 29/07/2026/07:25:03
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