GERALPARÁREGIÃO

Suspeita de matar homem com tiro de espingarda de pressão é solta pela Justiça em Santarém

Alana Késsia vai usar tornozeleira eletrônica e cumprir medidas cautelares. Juiz considerou ilegal a manutenção da prisão preventiva após a conclusão do inquérito, sem que o Ministério Público apresentasse denúncia.

A Justiça do Pará concedeu liberdade provisória a Alana Késsia Figueira Santos, investigada pela morte de Luiz Kleber Macambira Mota, de 44 anos. O crime aconteceu no dia 11 de outubro, no bairro Santarenzinho, em Santarém, no oeste do Pará. A decisão foi assinada na quarta-feira (4) pelo juiz Gabriel Veloso de Araújo, da 3ª Vara Criminal.

Alana estava presa preventivamente desde o dia seguinte ao crime. Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que a manutenção da prisão era ilegal porque o inquérito da Polícia Civil foi concluído em 18 de outubro, mas o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ainda não havia apresentado a denúncia contra a investigada. Na decisão, o juiz apontou excesso de prazo.

Apesar da liberdade, Alana terá que cumprir uma série de medidas cautelares. Entre elas estão o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e o comparecimento mensal em juízo para informar suas atividades.

A Justiça também proibiu a investigada de frequentar bares, boates e casas de shows, além de consumir bebidas alcoólicas ou drogas. Ela não poderá manter contato com as testemunhas do caso nem portar armas.

Outra determinação é o recolhimento domiciliar de segunda a sábado, das 22h30 às 7h. Aos domingos e feriados, Alana deverá permanecer em casa durante todo o dia.

Caso descumpra qualquer uma das medidas, a liberdade provisória poderá ser revogada, com a possibilidade de retorno à prisão.

O crime

Luiz Kleber Macambira Mota morreu na noite de 11 de outubro, após ser atingido por um tiro no peito, na Rodovia Fernando Guilhon, em Santarém. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e tentou reanimar a vítima, mas o homem morreu no local.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Luiz Kleber conversava na calçada com a companheira quando começou uma discussão com Alana. A investigada teria exigido que o casal e outras pessoas deixassem a frente da residência dela.

Após o desentendimento, Alana teria disparado contra Luiz Kleber com uma espingarda de pressão do tipo Nitro.

No dia do crime, Alana confessou à polícia que fez o disparo, mas alegou ter agido em legítima defesa. Segundo a versão apresentada por ela, o grupo estaria tentando invadir sua casa e consumindo drogas no local.

A versão apresentada pela investigada, no entanto, não foi confirmada pelas investigações preliminares da Polícia Civil.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 08/11/2026/07:19:00

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