Quem são os principais alvos presos na megaoperação da PF: funkeiros e influenciadores
Entre os detidos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e os influenciadores Chrys Dias e Raphael Souza, apontado como responsável pela página Choquei, em Goiânia (GO).
Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta a atuação de uma organização criminosa estruturada, que utilizava empresas de fachada, transporte de dinheiro em espécie, criptoativos e bens de alto valor para ocultar a origem de recursos ilícitos. A Justiça determinou ainda bloqueio de contas, sequestro de bens e restrições societárias.
A operação, batizada de Narco Fluxo, mobilizou mais de 200 policiais federais e cumpriu dezenas de mandados judiciais em diversos estados do país.
Quem são os principais alvos presos na megaoperação da PF: funkeiros e influenciadores
Quem são os principais alvos presos na megaoperação da PF: funkeiros e influenciadores
MC Ryan
Um dos artistas mais ouvidos do país nos últimos anos, MC Ryan SP foi preso na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. O funkeiro já havia se envolvido em diversas polêmicas, incluindo episódios de agressão, danos ao patrimônio público e ostentação de carros de luxo.
Durante a operação, a PF apreendeu veículos de alto padrão, armas, joias e objetos de valor ligados ao artista. Entre os itens está um colar com a imagem de Pablo Escobar, além de carros esportivos que, segundo os investigadores, podem ter sido usados para ocultação de patrimônio.
A defesa de MC Ryan SP afirmou que recebeu com surpresa a prisão do cantor, disse que ele nega envolvimento com organização criminosa ou esquema de lavagem de dinheiro e informou que os advogados ainda analisam o teor da investigação.
MC Poze do Rodo
Outro preso na operação foi MC Poze do Rodo, um dos principais nomes do funk do Rio de Janeiro. Ele foi detido na capital fluminense. Criado no Complexo do Rodo, na Zona Oeste da capital fluminense, o cantor construiu carreira com músicas que retratam a vida nas periferias e a ascensão social.
Poze já vinha sendo alvo de investigações e questionamentos sobre a origem de bens exibidos nas redes sociais, como joias, carros de luxo e imóveis. Agora, integra o mesmo inquérito que apura lavagem de dinheiro em larga escala, com movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada.
Também preso na operação, o influenciador Chrys Dias, com mais de 14 milhões de seguidores, é apontado pela PF como integrante do grupo investigado. Ele foi detido em Itupeva, interior paulista.
Natural do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, ele ficou conhecido nas redes por ostentação, proximidade com artistas do funk especialmente MC Ryan SP e pela promoção de rifas e sorteios online de bens de alto valor.
Segundo a Polícia Federal, a estrutura usada para divulgar esses sorteios é investigada por possível uso na movimentação e lavagem de recursos ilícitos.
Raphael Souza, responsável pela página Choquei, também é alvo
A operação também cumpriu mandado judicial contra Raphael Souza, apontado como responsável pela página Choquei, uma das maiores páginas de entretenimento do país nas redes sociais. O mandado foi cumprido em Goiânia, no âmbito da mesma investigação.
Segundo a Polícia Federal, ele é investigado por suspeita de participação no esquema de transações ilegais e lavagem de dinheiro, que teria ramificações em diversos estados.
Onde ocorreram as ações da Operação Narco Fluxo
As ações da Polícia Federal ocorreram em ao menos 20 cidades, distribuídas por sete estados e o Distrito Federal. A Justiça decretou mais de 90 mandados, quase 40 deles só de prisão e os demais de busca e apreensão em imóveis dos alvos investigados.
Em São Paulo, houve cumprimento de mandados na capital e em Itupeva, Santos, Igaratá, Guarujá, São Sebastião, Praia Grande, Jundiaí, São Bernardo do Campo, Mogi das Cruzes, Campinas, Bragança Paulista e Bauru.
No Rio de Janeiro, a operação teve ações na capital e em Cachoeira do Macacu. No Paraná, em Candói e Sarandi. Em Santa Catarina, em Brusque e Cocal do Sul. No Espírito Santo, em Serra e Vitória.
Também houve ações em Brasília (DF), Goiânia (GO), Recife (PE) e Bacabal (MA).
Esquema bilionário e próximos passos
Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa investigada teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão ao longo dos últimos anos. Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.
As investigações continuam, e a PF não descarta novas fases da operação. As defesas de MC Poze do Rodo, de Chrys Dias e de Raphael Souza não haviam se manifestado até a última atualização desta reportagem.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 14/04/2026/16:25:48
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