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Professor é preso suspeito de abusar de pelo menos 8 alunas no oeste do Pará

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O suspeito foi identificado pela Polícia Civil e trabalhava como professor na comunidade Pedra Branca, na região do rio Tapajós.

A prisão ocorreu após meses de investigação conduzida por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI). O trabalho contou ainda com apoio da Superintendência da Polícia Civil.

De acordo com a delegada Mila Moura, do NAI, as investigações começaram depois que uma vítima procurou a polícia para relatar que teria sido vítima do professor. A partir desse primeiro relato, os investigadores passaram a aprofundar as apurações e identificaram outras possíveis vítimas.

“Inicialmente tivemos uma vítima que veio aqui relatar o que havia ocorrido e, durante as investigações, nós descobrimos que outras meninas também eram vítimas dele”, explicou a delegada.

Segundo Mila Moura, além dos relatos reunidos durante a atual investigação, foram encontrados procedimentos anteriores relacionados ao investigado.

Abusos teriam acontecido dentro da escola

Conforme a Polícia Civil, os crimes investigados teriam ocorrido tanto dentro quanto fora do ambiente escolar. A maior parte dos casos, segundo a delegada, teria acontecido dentro da escola.

Entre as condutas relatadas às autoridades estão a exibição de vídeos de conteúdo sexual para alunas dentro da sala de aula, toques sem consentimento e insinuações de natureza sexual.

Segundo a investigação, as vítimas teriam se sentido acuadas diante do comportamento do professor e algumas teriam demorado para procurar ajuda.

A polícia também apura situações que teriam ocorrido fora da escola.

Prisão preventiva foi decretada pela Justiça

Com o avanço da investigação e a reunião de elementos considerados suficientes pela Polícia Civil, foi solicitada à Justiça a prisão preventiva do professor.

O pedido foi deferido e, após a expedição do mandado, os policiais iniciaram as diligências para localizar o investigado.

Segundo a Polícia Civil, ao tomar conhecimento da ordem judicial, o homem deixou a área urbana do município na tentativa de evitar a prisão.

Equipes do NAI realizaram diligências de campo e levantaram informações sobre a possível rota de fuga. O investigado acabou localizado escondido em uma comunidade da região.

Ele foi preso e conduzido para os procedimentos cabíveis. Posteriormente, foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

Investigação continua

A delegada Márcia Rabelo informou que o inquérito ainda não foi concluído e que a Polícia Civil trabalha para verificar se existem outras vítimas.

Segundo ela, as investigações já apontam para pelo menos oito vítimas, mas esse número pode aumentar à medida que novas pessoas procurem as autoridades.

“Se tiver mais vítimas, que venham até a delegacia”, pediu a delegada.

Márcia também orientou pais e responsáveis a ficarem atentos a possíveis mudanças de comportamento ou relatos feitos por crianças e adolescentes.

“Se houver qualquer tipo de dúvida ou então qualquer criança ou adolescente falar alguma coisa relacionada a isso, que venha à delegacia”, afirmou.

Polícia pede que possíveis vítimas denunciem

A delegada Mila Moura também fez um apelo para que pessoas que tenham sido vítimas do investigado procurem a Polícia Civil.

Segundo ela, algumas possíveis vítimas teriam tido medo de denunciar anteriormente, inclusive por causa da influência da família do professor na comunidade onde os fatos teriam ocorrido.

A delegada afirmou que a prisão pode contribuir para que outras pessoas se sintam seguras para relatar o que aconteceu.

“É importante que a sociedade trabalhe junto com a Polícia Civil para que a gente possa ter melhores resultados e combater esse tipo de crime de forma efetiva”, disse Mila.

Após a divulgação da prisão, uma das mulheres que teria sido vítima do professor quando ainda era adolescente entrou em contato com a delegada. Atualmente maior de idade, ela teria relatado que não conseguia seguir em frente sabendo que o investigado permanecia solto.

Segundo Mila, a mulher demonstrou alívio ao saber da prisão.

A Polícia Civil reforça que o inquérito continua em andamento e que novas informações podem ser apresentadas às autoridades. Pessoas que tenham sido vítimas ou que tenham conhecimento de possíveis crimes envolvendo o investigado podem procurar a Polícia Civil para prestar depoimento.

O que diz a defesa do professor

Em nota assinada pelo advogado Thiago Alexandre Carneiro da Silva, a defesa do professor confirmou que ele foi preso preventivamente, mas ressaltou que o caso tramita sob segredo de Justiça.

Por causa do sigilo imposto pela lei, a defesa informou que está impedida de comentar o conteúdo do processo ou dar detalhes sobre a investigação.

O advogado afirmou que “algumas das informações que circularam publicamente não correspondem aos elementos constantes do procedimento” e que a apuração da verdade vai ocorrer exclusivamente na Justiça.

A nota também reforça que a Constituição Federal garante a presunção de inocência e que a prisão preventiva é uma medida provisória, que não representa julgamento definitivo de culpa.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 12/08/2026/08:10:11

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