A Polícia Militar prendeu um homem suspeito de estuprar uma menina de sete anos, na madrugada de quarta-feira (28), para quinta-feira (29), em Belterra, no oeste do Pará. A vítima estava sozinha em casa com outras duas irmãs, de 11 e 6 anos.
O crime ocorreu em uma residência localizada no Beco Irmã Dulce. A polícia recebeu a denúncia por aplicativo de mensagens e seguiu para o endereço com o apoio do Conselho Tutelar. No imóvel, os policiais encontraram as três crianças sem a presença de um responsável. A irmã mais velha, de 11 anos, informou que a mãe havia saído na noite anterior e não retornou.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito invadiu a residência pelo telhado com o intuito de furtar ou cometer o abuso. A irmã da vítima acordou e flagrou a ação do suspeito. Ela reconheceu o homem, que seria amigo da família.
A criança mais velha relatou às autoridades que acordou assustada e viu o homem fugindo pelo telhado da casa. Após a fuga do invasor, a menina de sete anos se queixou de fortes dores nas partes íntimas e revelou à irmã que havia sofrido o abuso sexual.
De acordo com as investigações, as crianças disseram que a mãe havia saído de casa durante a noite e as deixou sozinhas. Após o ataque, elas se protegeram juntas no quarto até o amanhecer.
Pela manhã, como a mãe ainda não havia retornado, as vítimas procuraram a avó, que acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar. A corporação realizou diligências e conseguiu localizar e prender o acusado.
O suspeito foi encaminhado à delegacia, autuado em flagrante e transferido para o presídio, onde aguarda decisão da Justiça. A polícia também solicitou escuta especializada e exames para as crianças. Em depoimento, ele ficou calado, mas ao delegado, negou as acusações.
Ao falar sobre os desdobramentos do inquérito, o delegado responsável pelo caso confirmou que a responsável legal também responderá criminalmente.
“Vamos também apurar essa, esse abandono por parte da mãe, que abandonou as crianças”, disse o delegado Lucivelton Ferreira.
As crianças foram entregues à avó paterna e recebem acompanhamento especializado.
Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 30/07/2026/15:18:10
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