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Grande Belém vai gerar mais de sete mil postos de trabalho até o fim do ano, diz Dieese

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“Comércio, serviço e construção são responsáveis pelas nossas expectativas de empregabilidade temporária no segundo semestre para a Região Metropolitana”, afirma Everson Costa, supervisor técnico do Dieese/PA.

As novas vagas serão impulsionadas pela movimentação econômica típica desta época do ano, que inclui o Círio de Nazaré, as eleições gerais, a Black Friday e as festas de final de ano. O cenário positivo conta ainda com os impactos residuais do aumento de consumo gerado pela Copa do Mundo, realizada entre junho e julho.

Setores com mais vagas para contratação temporária

O crescimento das oportunidades deve se concentrar nos segmentos que historicamente ampliam o quadro de funcionários neste período, como comércio, prestação de serviços, logística, hotelaria, alimentação, turismo e construção civil. A modalidade de trabalho temporário atende a necessidades transitórias das empresas e possui duração máxima de 180 dias, podendo ser prorrogada por até 90 dias.

O formato funciona como porta de entrada para a efetivação e difere da terceirização, já que o vínculo ocorre com uma Empresa de Trabalho Temporário (ETT).

Cenário de admissões formais no Pará

O ambiente favorável para o final do ano encontra base no desempenho do estado ao longo de 2026. Entre janeiro e julho, o Pará registrou 307.716 admissões formais, liderando a geração de empregos na Região Norte.

“Se não avançamos na empregabilidade com carteira assinada, não há perspectiva para o emprego temporário”, explica Everson Costa. Segundo o supervisor, a contratação provisória reflete o avanço da economia. Com o ritmo atual, Costa estima que o Pará vai ultrapassar a marca de 500 mil postos de trabalhos formais gerados durante todo o ano.

O estado respondeu por 39,1% de todas as vagas criadas na região no período, acumulando um saldo positivo de 21.580 empregos. Apenas o setor de serviços foi responsável por 12.101 vagas desse saldo estadual.

Dificuldades e falta de mão de obra

Apesar de a construção civil acumular um saldo positivo de 4.108 empregos formais até julho, representantes do setor relatam dificuldades operacionais. Há escassez de trabalhadores qualificados, o que gera pressão sobre os salários e os custos das obras.

O levantamento aponta a necessidade de ações de qualificação profissional para garantir que as vagas abertas pela continuidade de obras públicas e privadas sejam preenchidas por trabalhadores locais.

Comércio de Belém aposta no Círio e prevê alta nas vendas

Os empresários do setor varejista já iniciaram o planejamento para absorver a demanda dos próximos meses. “A gente pega mesmo os temporários no período de setembro a dezembro. Quem se destacar na empresa, já fica fixo”, afirma Scarlatt Moraes, empreendedora em uma loja de relógios e bijuterias no centro histórico de Belém.

Com oito funcionários atualmente, a comerciante planeja ampliar a equipe para absorver o fluxo de clientes.

“Acredito que [contrataremos] de três a quatro. Para dezembro, a gente já contrata mais uns dois; fica um total de 12 a 14 no final de ano”, detalha a empresária.

Após um primeiro semestre considerado de vendas baixas, a expectativa é aumentar o faturamento entre 50% e 100%.

O cenário de recuperação também anima o setor de vestuário no centro comercial. “A nossa expectativa é muito grande em relação à chegada do Círio, nosso ‘primeiro Natal’. Nosso primeiro semestre foi um pouco difícil”, relata Tamila Pompeu, gerente de uma loja de roupas masculinas. Ela estima um crescimento de 85% a 90% nas vendas em relação à primeira metade do ano.

Para dar suporte ao fluxo de clientes, a unidade vai abrir três postos de trabalho.

“Já estou buscando profissionais que façam extra para o Círio. Dependendo do desenvolvimento, já fica para dezembro”, explica a gerente.

A loja, que tem cinco funcionários hoje, tem o pico de movimento esperado entre o fim de setembro, o mês da Black Friday e a corrida de fim de ano.

Empregos temporários na Grande Belém

Contratações temporárias na RMB (2º semestre 2026): 7.500 vagas estimadas
Crescimento em 1 ano: alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025 (6.800 vagas)
Saldo de empregos no Pará (jan a jul/2026): 21.580 vagas criadas
Saldo de empregos na RMB (jan a jul/2026): 4.269 vagas criadas
Setores com maior saldo no Pará (jan a jul/2026): Serviços (12.101 vagas), Construção (4.108 vagas) e Comércio (2.649 vagas)

Fonte: oliberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 01/09/2026/07:22:51

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