Durante uma conversa com Fachin, Gilmar defendeu que delegados da Polícia Federal sejam proibidos de atuar nos gabinetes dos ministros, como servidores cedidos. A informação foi revelada pela “Folha de S.Paulo” e confirmada pelo blog.
Atualmente, dois delegados da PF assessoram o ministro André Mendonça, relator de casos sensíveis na Corte, como apurações do Master, fraudes no INSS e Lulinha. Alexandre de Moraes conta com outros dois e Luiz Fux tem um delegado.
A possível saída de delegados dos gabinetes foi um dos motivos do embate entre Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Segundo interlocutores, Mendonça identificava a tentativa de retirar delegados de seu gabinete como uma busca de interferir nas investigações em andamento.
Uma das críticas à permanência de delegados no Supremo é de que eles poderiam acabar interferindo no ritmo das investigações, sendo que cabe ao ministro do Supremo fazer a supervisão dos inquéritos.
A interlocutores, o ministro Gilmar Mendes disse que os gabinetes de ministros do STF estariam se transformando em delegacias de polícia, com decisões de investigações passando a ser tomadas pelo tribunal, e não pela Polícia Federal.
Gilmar Mendes esteve na última terça-feira (1º) com o presidente Lula para uma conversa sobre a “crise Master” no STF, que vem atingindo também a Polícia Federal.
Segundo apurou o blog, o ministro do STF disse a Lula considerar que o governo demorou a agir para evitar que a crise entre o gabinete do ministro André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se agravasse. O que acabou acontecendo.
Lula também conversou com o presidente do STF, Edson Fachin, na terça-feira. O petista conversou com os magistrados para sentir a temperatura da crise dentro do Supremo.
O presidente da República deve dar declarações, em breve, reconhecendo o clima de crise e defendendo uma reforma no Judiciário e na política. Dirá ainda que ninguém pode estar “acima da lei”, sem se referir diretamente ao ministro Alexandre de Moraes.
Agora, André Mendonça deve levar o relatório ao plenário físico do STF, solicitando que os colegas decidam se é para abrir uma investigação sobre a troca das mensagens.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 03/09/2026/17:05:49
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