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Freira de Santa Catarina pode ser reconhecida como santa pela Igreja Católica

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Uma reunião realizada na última quarta-feira em Santa Catarina deu início oficial às articulações para abertura do processo de beatificação da freira Paulina Sens. A religiosa era formada em Enfermagem e dedicou a vida a servir à saúde. Com este novo passo, a trajetória da freira passa a ser organizada e documentada para o processo junto à Igreja Católica.

O início dos trabalhos foi autorizado pelo bispo da Diocese de Rio do Sul, Dom Adalberto Donadelli Júnior, na semana passada, no Hospital Bom Jesus (HBJ), também em Ituporanga, local onde a irmã atuou por décadas. Na oportunidade, foram discutidos os primeiros encaminhamentos necessários para a organização dos documentos referentes ao processo de reconhecimento, bem como aqueles relacionados à memória da freira.

“Foram debatidas as etapas iniciais necessárias para que o processo possa avançar futuramente junto à Igreja Católica, como o recolhimento de escritos da religiosa, documentos, objetos pessoais e testemunhos de pessoas que conviveram com Irmã Paulina ao longo de sua vida e missão, além dos encaminhamentos legais para de fato efetivar a abertura do processo”, diz uma publicação do hospital no instagram.

Ainda segundo a publicação, a expectativa é que o início oficial do processo ocorra em 22 de junho, dia em que serão celebrados os 24 anos de morte da religiosa. Haverá uma missa em homenagem a Paulina e esclarecimentos à comunidade sobre as etapas para a beatificação.

Até o momento, não há milagres oficialmente reconhecidos pelo Vaticano ligados à irmã Paulina, mas, sim, uma fama de santidade entre os moradores de Ituporanga e da região do Alto Vale do Itajaí. Para uma pessoa ser beatificada e canonizada, existe um caminho a ser percorrido dentro da Igreja Católica.

1. Servo de Deus

Tudo começa quando a diocese da região onde a pessoa morreu abre oficialmente uma investigação sobre sua vida (como ocorrerá com a Irmã Paulina no próximo dia 22 de junho). A Igreja analisa: escritos, testemunhos, histórico de vida e a reputação de santidade. Se o processo é aceito pelo Vaticano, a pessoa recebe o título de Servo(a) de Deus.

2. Venerável

Depois da investigação, teólogos e cardeais avaliam se a pessoa viveu as chamadas “virtudes heroicas”, como: fé, caridade, humildade e dedicação aos outros. Se o Papa aprova essa conclusão, ela passa a ser chamada de Venerável.

3. Beatificação

Para a beatificação, normalmente é necessário o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão da pessoa após sua morte. O milagre, em geral, envolve uma cura considerada: instantânea, duradoura e sem explicação científica. Médicos, cientistas e teólogos analisam o caso. Se aprovado pelo Papa, ocorre a cerimônia de beatificação, e a pessoa recebe o título de Beato(a). Há uma exceção: mártires podem ser beatificados sem milagre.

4. Canonização (Santificação)

Para virar santo oficialmente, normalmente é necessário um segundo milagre, ocorrido após a beatificação. Depois de nova análise e aprovação do Papa, acontece a canonização. A partir daí, a pessoa é reconhecida como Santo(a) em toda a Igreja Católica.

Nascida em Santa Catarina em 1919, a irmã Paulina Sens se formou em Enfermagem no Paraná e passou a vida dedicando-se aos doentes do Alto Vale do Itajaí. Desenvolveu seu trabalho em Blumenau, Ituporanga, Witmarsum e Presidente Getúlio. A freira tornou-se uma figura popular na região pela atuação em sua profissão e pelo atendimento humanizado a pacientes e famílias. Integrante da Congregação das Irmãs Franciscanas de São José, ela morreu em 22 de junho de 2002, aos 83 anos.

Fonte: oglobo e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 26/05/2026/08:02:04

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