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Forças de segurança não têm prazo para sair da Sararé em MT após cerco do Exército contra garimpo ilegal, diz Casa Civil

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“Não temos prazo para terminar. Queremos estabilizar o território. São estruturas grandes, como no garimpo Cururu, muitos móveis, muitos bares. Isso vai levar tempo para desmanchar, mas também para evitar que retomem”, afirmou.

As forças de segurança permanecem na região desde agosto do ano passado. Mas os invasores retornam ao território pela facilidade de acesso que reduz os custos com fretes dos maquinários, segundo Tubino.

“A Sararé tem facilidade de acesso, porque tem vários acessos terrestres. O custo de repor é mais rápido, não tem impedimento do rio, e tem fretes baratos”, disse.

Por isso, o Exército bloqueou todos os acessos e as forças de segurança entraram na região por terra, pelo rio, com barcos, e pelo ar, com helicópteros.

A operação é conduzida pelo Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Censipam.

Disparada do ouro

Uma das razões citadas pelo governo federal foi a preocupação com a alta do preço do ouro que chama atenção dos invasores.

Essa corrida pelo ouro cria um ambiente propício às atividades garimpeiras ilegais, especialmente aquelas localizadas em Sararé. É o que afirma Rodrigo Vitorino Aguiar, chefe das operações da Polícia Federal no território.

“O ouro, como ativo financeiro, vem batendo seu recorde histórico, o que atrai mais pessoas para a atividade de extração mineral, inclusive em garimpos ilegais, como os localizados na Sararé”.

Aguiar ressalta que a região é constantemente monitorada pelos órgãos de fiscalização e de segurança pública.

Para o diretor de Proteção Ambiental do Ibama Jair Smith, o momento gera um alerta semelhante ao que ocorreu diante de outras crises internacionais que fizeram o preço do ouro disparar, mas ressalta que o trabalho de combate não muda conforme a oscilação de preços no mercado.

“Óbvio que existe uma atenção especial em relação a isso, que são fatores motivadores. Mas o trabalho de combate é permanente. Pode ser mais ou menos atrativo, mas essa relação causal não é tão imediata. E não é só na Sararé, se a gente for considerar assim, todas as áreas do país estão suscetíveis à exploração de ouro, porque se tornam mais visadas, com maior interesse na criminalidade”, explica.

Atualmente, a área garimpada ilegalmente na Sararé apresentou uma redução de 20%, quando comparada com dados de 2025 com 2024, segundo Smith.

O território abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuído em sete aldeias. Sua extensão perpassa a área dos municípios de Conquista D’oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

A terra foi homologada em 1985 e, nos últimos anos, tem enfrentado conflitos decorrentes da exploração ilegal do garimpo.

Dos 67 mil hectares, mais de três mil já foram devastados pela exploração ilegal de ouro.

Os agentes suspeitam que há cerca de dois mil garimpeiros e membros de organizações criminosas que atuam dentro do território indígena, o que gera conflitos armados.

Em quase dois meses de operação já foram destruídas na área mais de 160 escavadeiras, centenas de motores e estruturas diversas para suporte logístico das atividades ilegais.

Desde 2023, mais de 460 escavadeiras já foram neutralizadas durante ações de fiscalização em Sararé.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 30/03/2026/07:26:10

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