Fim das bets pode tirar menos de 6% da receita dos jogos de grandes clubes, aponta estudo
Um levantamento inédito revela a participação das casas de apostas na receita de 16 grandes clubes brasileiros, mostrando um impacto relevante, mas limitado, em comparação com outras fontes financeiras.
Um levantamento com 16 grandes clubes brasileiros aponta que as bets representaram 5,8% da receita conjunta em 2025, indicando impacto relevante, mas limitado, diante das demais fontes financeiras.
O estudo do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR), baseado em balanços de 2019 a 2025, mostra R$ 784 milhões pagos pelas bets aos clubes analisados.
Quanto as Bets representam?
Em 2025, os 16 clubes somaram R$ 13,5 bilhões em receitas. Direitos de TV e premiações responderam por 31%, vendas de atletas por 29% e patrocínios, incluindo bets, representaram 17%.
Entre os contratos identificados, a participação das bets chegou a 11,5% da receita do Fortaleza, 10,6% no Corinthians, 7,5% no Palmeiras e 5,2% no Flamengo, revelando diferenças importantes.
Crescimento da receita e da dívida
Entre 2022 e 2025, as receitas dos clubes cresceram 106%, enquanto as despesas operacionais avançaram 103%. No mesmo período, a dívida conjunta aumentou de R$ 9,6 bilhões para R$ 14,8 bilhões.
Segundo Fernando Mezzadri, coordenador-geral do IPIE:
“Esse é um tema que precisa ser enfrentado imediatamente. Os dados estão mostrando o grande problema de endividamento das pessoas, mas não é só isso: o debate precisa ser ampliado no aspecto da saúde pública, na gestão sustentável dos clubes de futebol, no jogo responsável e na prevenção aos transtornos de jogo patológico causados pelas bets. Por isso, entendemos que o futebol não vai acabar e que a medida foi necessária”.
Outras fontes de receita no futebol
Entre 2022 e 2025, as bets acrescentaram cerca de R$ 730 milhões às receitas analisadas, enquanto os demais patrocinadores cresceram aproximadamente R$ 714 milhões. Vendas de atletas, televisão e premiações responderam por cerca de 60% do crescimento real.
O levantamento considera Athletico-PR, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Ceará, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, por sua vez, é um dos mais críticos sobre o banimento. Veja vídeo sobre a visão do cartola dada ao canal do Flamengo:
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 02/10/2026/14:51:59
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