Com o quilo da douradinha a R$24,90 e da pescada amarela a R$45, a Feira do Pescado começou nesta quarta-feira (1º) em Belém trazendo opções variadas ao consumidor — mas com percepções distintas sobre os preços. A ação integra a programação da Semana do Pescado no Pará e ocorre simultaneamente em mais de 70 municípios.
Na capital, a comercialização foi concentrada em pontos estratégicos, como a Aldeia Amazônica, no bairro da Pedreira, facilitando o acesso da população em um período marcado pelo aumento do consumo de peixe, impulsionado pela tradição da Semana Santa.
Entre as barracas, a avaliação dos consumidores revela um cenário diverso. Para a empregda doméstica Eliane Lima, de 50 anos, moradora da Pedreira, os preços encontrados na feira estão dentro do esperado — e até mais vantajosos do que em outros locais. “Hoje está bem em conta aqui. Acho que no mercado deve estar mais caro. Pelo que eu vi agora, o preço está bem adequado”, afirmou.
Para a empregada doméstica Eliane Lima, os valores observados na feira estão conforme o previsto (Foto: Thiago Gomes/O Liberal)
A consumidora optou pela pescada amarela, vendida a R$ 45 o quilo, e disse ter comparado outros produtos antes da compra. “Olhei outros preços também. A dourada está bem em conta, e o bacalhau também está mais barato do que em outros lugares que eu já vi”, destacou.
A percepção de preços acessíveis, no entanto, não é unânime. O taxista Elizeu Cardoso, de 71 anos, também morador da Pedreira, considera que os valores praticados são “compatíveis”, mas pondera que há alternativas mais baratas fora da feira. “Está compatível, mas se procurar, acha mais barato. Eu estou vindo mais pela localização e pela divulgação, que sempre atrai a gente”, disse.
O taxista Elizeu Cardoso, 71 anos, avalia que os preços praticados são “compatíveis” (Foto: Rhiafo Gomes/O Liberal)
Ele relata ter encontrado diferenças significativas ao comparar com outros pontos de venda. “Ali na Feira da 25 eu vi filé de dourado a R$19. Então tem diferença. Aqui está dentro do padrão, mas não é o mais barato”, observou.
Sobre o bacalhau, produto tradicional do período, o consumidor também destacou a oscilação de preços. “No supermercado eu encontrei a R$ 119, depois já caiu para R$ 99. Então vou dar uma olhada aqui também”, afirmou.
Já o técnico em automação industrial Elielson Pamplona, de 43 anos, morador da Sacramenta, foi mais crítico ao avaliar os valores praticados na feira. Ele disse que a expectativa era encontrar preços mais baixos em comparação a outras feiras da cidade. “Aqui está até R$ 5 mais caro em alguns casos. A douradinha, por exemplo, encontrei a R$ 20 em outro lugar. Era para ser mais em conta”, criticou.
Ele destaca que a diferença pesa principalmente para quem busca opções mais populares. “Esses peixes mais acessíveis, como gó, dourada e pescada branca, são os que a população procura. E mesmo assim, aqui está mais caro do que em outras feiras”, afirmou.
Pamplona também chamou atenção para itens considerados mais caros, como o bacalhau e o camarão. “Fica difícil para a população. Para quem quer manter a tradição da Semana Santa, esses valores complicam bastante”, disse.
Avaliação dos feirantes
Do lado dos vendedores, a avaliação é positiva, especialmente pela expectativa de aumento nas vendas ao longo da programação. A feirante Josiane Pereira, de 47 anos, que participa da ação, destaca o impacto da feira para trabalhadores e consumidores.
“Cada ano que passa é melhor para os trabalhadores, para a população, para os clientes. Ajuda todo mundo”, afirmou. Ela diz que alguns produtos já se destacam na preferência do público neste início de feira. “A douradinha está saindo bastante, e o filhote também. São os mais procurados”, explicou.
Apesar da procura, itens como o bacalhau ainda têm saída mais tímida. “O bacalhau está saindo pouco, mas está saindo”, disse. A feirante também aponta que o movimento tende a crescer na quinta-feira (2). “O período que dá mais gente é no segundo dia. A procura aumenta mais”, destacou.
A Semana do Pescado segue até dia 2 de abril, com a expectativa de atrair mais consumidores em busca de preços competitivos e da manutenção de uma tradição que atravessa gerações no Pará.
Fonte: O Liberal e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 01/04/2026/14:30:37
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Para a empregada doméstica Eliane Lima, os valores observados na feira estão conforme o previsto (Foto: Thiago Gomes/O Liberal)
O taxista Elizeu Cardoso, 71 anos, avalia que os preços praticados são “compatíveis” (Foto: Rhiafo Gomes/O Liberal)