Dois ex-soldados denunciaram casos de violência e abuso sexual dentro do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro (BIMtz), localizado no bairro do Farol, em Maceió, na capital alagoana. As acusações foram formalizadas e entregues ao Ministério Público Federal (MPF) na última sexta-feira (10).
O MPF confirmou o recebimento das denúncias. Segundo o órgão, por envolver militares, o caso será analisado para definir quem ficará responsável pelas investigações. A análise deve ocorrer nesta segunda-feira (13).
O Exército Brasileiro (EB) foi procurado para informar quais providências adotou após a denúncia, mas não retornou até a última atualização desta reportagem.
Denúncias
Pablo Vince Pereira da Silva, de 20 anos, contou que foi vítima de abuso sexual em setembro de 2025, enquanto era soldado na corporação.
De acordo com ele, o episódio aconteceu enquanto dormia. Um soldado teria se aproveitado da situação e, nesse momento, encostado o pênis em seu rosto, enquanto uma terceira pessoa, também soldado, filmava o abuso.
Pablo contou ainda que o vídeo circulou entre os colegas de farda e que só teve ciência do fato após um amigo lhe contar. Ele abriu um procedimento interno para que o caso fosse apurado.
A segunda denúncia foi registrada em junho de 2025, segundo o advogado Alberto Jorge, que faz a defesa dos dois ex-soldados. Ele contou que o cliente, que não quis se identificar, foi levado até a câmara fria do quartel, onde foi obrigado a tirar a roupa, colocado de cabeça para baixo e agredido.
Alberto Jorge relatou ainda que entende a agressão como tortura. Segundo ele, participaram do crime um sargento, quatro cabos e um soldado.
“Isso tudo aconteceu durante o dia. Simplesmente chamaram a vítima para a câmara fria, onde fica o material de alimentação do Exército. Como foi uma ordem dada por um superior, ele foi na tentativa de cumpri-la”, afirmou.
Nas denúncias entregues ao MPF, o advogado pede que os dois sejam realocados para reserva remunerada, além de receberem indenização por danos morais, materiais e psicológicos.
Sequelas e ação
O advogado Alberto Jorge disse ainda que os dois clientes apresentam sequelas em decorrência dos abusos sofridos e que, após as denúncias, apesar de sindicâncias terem sido abertas para investigar os casos, foram expulsos das Forças Armadas.
A defesa afirmou que, atualmente, os dois não fazem parte nem da reserva militar do Exército.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 14/04/2026/09:50:38
O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:
Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.
Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

