A empresária Ângela Porto, proprietária de uma casa noturna em Canarana (a 823 km de Cuiabá), repercutiu nas redes sociais após divulgar um vídeo em que rejeita eleitores e simpatizantes do PT na casa noturna. Na gravação, ela questiona o poder aquisitivo desse público e declara preferência por clientes ligados ao agronegócio, ao comércio e ao empresariado.
O episódio ganhou repercussão após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Durante a gravação, Ângela manifesta apoio ao bolsonarismo, afirma que não depende do governo para manter o próprio negócio e atribui sua condição financeira ao trabalho.
Em um dos trechos do vídeo, a empresária utiliza expressões ofensivas para se referir aos eleitores petistas. “Petista é tão burro, tão burro que não merece nem estar no grupo”, declara.
Na sequência, ela questiona a presença de simpatizantes do partido no espaço da casa noturna e afirma que esse público não teria condições financeiras para consumir no estabelecimento.
“Petista não tem nem dinheiro para gastar na boate. Por que que eu vou deixar petista aqui?”, diz a empresária, conforme trechos reproduzidos em reportagens sobre o caso.
A gravação passou a circular nas redes sociais e foi repercutida por portais de notícias de Mato Grosso. A repercussão também ocorre em meio ao resultado eleitoral registrado no município. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro recebeu 10.878 votos em Canarana, o equivalente a 78,87% dos votos válidos. Já Lula, obteve 2.915 votos, correspondentes a 21,13%. No resultado nacional, Lula venceu a disputa presidencial com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
É crime recusar atendimento?
Expressar preferência por determinado partido ou candidato não configura, por si só, uma infração. Entretanto, uma eventual recusa efetiva de atendimento motivada exclusivamente pela posição política de um consumidor pode exigir análise jurídica das circunstâncias e das normas aplicáveis.
O Código de Defesa do Consumidor estabelece regras sobre o fornecimento de serviços e a recusa injustificada de atendimento. A aplicação dessas normas ao episódio dependeria de informações concretas sobre a conduta do estabelecimento.
Até o momento, não foi localizada confirmação de investigação formal, denúncia oficial ou decisão judicial relacionada especificamente ao vídeo de Ângela Porto. Também não há confirmação, nas publicações consultadas, de que algum cliente tenha sido efetivamente impedido de entrar no estabelecimento por ser eleitor do PT.
Fonte: Unica News e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 29/10/2026/07:26:27
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