Uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo contra crimes de violência doméstica e sexual ganhou repercussão nacional após a delegada Francini Moreschi, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Guarapari, aparecer participando da ação usando vestido longo e salto alto.
As imagens registradas durante a Operação Mulher Segura viralizaram nas redes sociais e chamaram atenção para o trabalho realizado pelas equipes policiais no enfrentamento aos crimes contra mulheres no estado. A ofensiva ocorreu em Vila Velha e Guarapari e resultou na prisão de cinco homens investigados por ameaça, estupro, lesão corporal e descumprimento de medidas protetivas.
“Não houve tempo para trocar o vestuário…”
Segundo a delegada Francini Moreschi, a situação foi excepcional e ocorreu porque um dos alvos poderia fugir antes do cumprimento do mandado. “Em 17 anos de profissão isso nunca me ocorreu. Mas nessa situação, o mandado saiu, descobrimos que o alvo estaria fugindo e precisamos agir imediatamente”, afirmou a policial. Ela explicou ainda que estava com roupas comuns de trabalho e não houve tempo para trocar o vestuário operacional. “O ideal é sempre usarmos colete, coturno e outros equipamentos de segurança”, ressaltou.
Entre os presos está um jovem de 19 anos investigado por estupro, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva. Conforme as investigações, ele teria invadido a residência da vítima mediante ameaças e agressões, levando-a até uma praia, onde o abuso sexual teria ocorrido. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados oficialmente pela Polícia Civil.
Tolerância “zero” aos crimes contra mulher
A chefe da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, delegada Cláudia Dematté, afirmou que a operação reforça a política de enfrentamento permanente à violência de gênero no Espírito Santo. “A Polícia Civil do Espírito Santo atua com tolerância zero aos crimes contra a mulher, de forma firme, contínua e integrada”, declarou. A ação integra uma série de ofensivas promovidas pela corporação para ampliar a proteção de vítimas e combater reincidências envolvendo violência doméstica e sexual.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 25/05/2026/10:22:14
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