GERALPARÁTECNOLOGIA e CIÊNCIA

De baleias gigantes a peixes-bois: como cientistas e ribeirinhos estão protegendo vida marinha na costa do PA

Compartilhe
image_pdfDOWNLOAD EM PDFimage_printIMPRIMIR PUBLICAÇÃO

O trabalho do grupo de pesquisadores paraenses mudou o mapa da biodiversidade no estado. Até o início das pesquisas do instituto, apenas cinco espécies de mamíferos marinhos eram oficialmente registradas no litoral do Pará. Atualmente, esse número saltou para 23 espécies.

“Nosso propósito é mudar o status de conservação das espécies da fauna aquática da região costeira amazônica”, explica a oceanógrafa Renata Emin, presidente do instituto Bicho d’Água.

Os gigantes da costa norte

O aumento de registros não aconteceu da noite para o dia, mas sim por meio de anos de monitoramento persistente de 120 quilômetros de praias, além do resgate de animais encalhados.

Entre as espécies que agora sabemos que frequentam ou habitam as águas paraenses estão:

Peixe-boi-marinho: um dos mamíferos aquáticos mais ameaçados do país;
Boto-cinza: presença marcante nos estuários;
Baleia-de-Bryde e Baleia-fin: gigantes que viajam pelos oceanos e passam pela costa norte;
Diversas outras espécies de golfinhos oceânicos e baleias.

Pescadores e ribeirinhos

Como monitorar uma área tão vasta e de difícil acesso na Amazônia? A resposta do Instituto Bicho D’Água foi unir a ciência acadêmica ao conhecimento de quem vive da floresta e da água.

No município de Soure, na Ilha de Marajó, a organização estruturou um projeto de monitoramento participativo.

Os moradores ribeirinhos atuam como verdadeiros sentinelas da natureza. Eles observam o comportamento dos peixes-bois perto de suas casas e repassam as informações aos biólogos.

Além disso, uma rede de informantes, que reúne pescadores artesanais, comunidades tradicionais e órgãos ambientais, avisa rapidamente os cientistas sempre que um animal é avistado em situação de risco ou encalhado nas praias.

Esse esforço comunitário não serve apenas para salvar vidas no dia a dia, mas também abastece de dados os principais instrumentos de preservação do governo federal.

Fortalecendo a gestão

Apesar da relevância científica, manter uma estrutura de pesquisa ativa na Amazônia exige recursos e estabilidade financeira. Para garantir que as expedições de campo, os resgates e o trabalho com as comunidades não parem por falta de verba, o Instituto Bicho D’Água está profissionalizando sua gestão.

A organização é uma das selecionadas para a segunda edição do Impulso PRIO, programa de aceleração promovido pela empresa PRIO em parceria com a Ago Social.

Ao longo de 11 meses, os cientistas Renata Emin e Reginaldo Medeiros participam de mentorias e capacitações no Rio de Janeiro, focadas em captação de recursos, comunicação e governança.

O objetivo é transformar a excelência científica do instituto em uma estrutura administrativa sólida e autônoma.

“Não se trata apenas de apoiar projetos, mas de contribuir para que eles se tornem mais estruturados, sustentáveis e capazes de crescer com autonomia. Queremos que esse impacto passe a ser contínuo”, afirma Olivia Stewart Richardson, Head de Comunicação e Marketing da PRIO.

Para a equipe de pesquisadores do Pará, a expectativa é de que a estruturação garanta um futuro mais seguro para o projeto e, consequentemente, para as espécies que eles protegem.

“Estamos confiantes de que, em breve, vamos alcançar a sustentabilidade das nossas atividades. Isso nos permitirá engajar cada vez mais pessoas na conservação da biodiversidade amazônica”, afirma Renata Emin.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/08/2026/08:58:29

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, desative o bloqueador de pop-up para abrir o complemento.