GERALPARÁ

Casal de policiais denuncia delegado por homofobia e perseguição no Pará

Um casal de policiais civis afirma que sofreu homofobia, perseguição e abuso de autoridade dentro da corporação. O Ministério Público do Pará acompanha o caso, enquanto a Polícia Civil abriu procedimento para investigar as denúncias.

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Uma delegada e uma investigadora da Polícia Civil do Pará (PCPA) denunciaram um delegado por homofobia, perseguição e abuso de autoridade no ambiente de trabalho. Diante das acusações, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) instaurou um procedimento administrativo para apurar os fatos. As informações são da coluna de Mirelle Pinheiro, do site Metrópoles.

Segundo o relato das policiais, que formam um casal, a discriminação ocorreu por causa da orientação sexual. Elas afirmam que sofreram tratamento diferente de outros servidores da corporação enquanto atuavam na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Marabá.

De acordo com as denunciantes, a chefia regional determinou, sem apresentar justificativa formal, que elas deixassem de trabalhar juntas nos plantões. Conforme relataram, receberam a informação de que casais não poderiam integrar a mesma escala de serviço.

No entanto, as policiais afirmam que a regra não era aplicada a casais heterossexuais, que continuariam dividindo os plantões normalmente. Para elas, a medida demonstra um tratamento discriminatório e reforça a denúncia de homofobia dentro da instituição.

Além da mudança nas escalas, o casal relata que passou a enfrentar acusações de comportamento inadequado durante o expediente. Em meio aos episódios, as duas foram afastadas das atividades em março deste ano para realizar tratamento psicológico.

O que diz o MP

Em nota enviada à coluna, o Ministério Público do Pará informou que o Núcleo de Defesa dos Direitos LGBTI+ acompanha o caso. Segundo o órgão, o núcleo atua na promoção de políticas públicas voltadas à população LGBTI+, além de fiscalizar a implementação de direitos, combater práticas discriminatórias e prestar apoio técnico aos órgãos ministeriais.

“O Núcleo elaborou parecer técnico-jurídico destinado exclusivamente a subsidiar a atuação ministerial. O parecer possui natureza exclusivamente técnica e opinativa, não substitui a atividade investigativa nem antecipa qualquer conclusão acerca da responsabilidade administrativa, civil ou penal de eventuais envolvidos”, informou o MPPA.

Já a Polícia Civil do Pará declarou que instaurou um procedimento por meio da Divisão de Crimes Funcionais (DCRIF). Segundo a corporação, a investigação está em andamento e vai apurar todas as circunstâncias apresentadas na denúncia.

Fonte:DIARIO DO PARÁ e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 15/07/2026/16:59:44

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