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Antes de filmar funcionária nua no banheiro, patrão já havia exibido partes íntimas para outra vítima em MG

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Uma das vítimas contou que, aos 17 anos, quando trabalhava na empresa, passou por episódios de comportamento inadequado por parte do então patrão, que, segundo ela, se aproveitava de sua vulnerabilidade.

Em uma das situações, a jovem afirmou que o empresário apareceu diante dela exibindo as partes íntimas. Veja o vídeo acima.

“O pior foi quando ele não usou cueca e se sentou de frente pra mim com uma bermuda larga, de maneira que aparecia as partes íntimas”, relembrou a mulher.

Ao g1, o advogado do empresário, Cássio Ernani Costa, afirmou que não irá se pronunciar sobre as acusações contra Hélio.

Outras denúncias

A denúncia feita pela jovem de 17 anos veio antes de outros dois registros envolvendo ex-funcionárias da imobiliária.

Em 2024, duas mulheres, que tinham 19 e 25 anos na época, procuraram a polícia e relataram episódios de toques sem consentimento atribuídos ao empresário.

Uma das mulheres, então com 19 anos, contou que foi chamada para trabalhar em um sábado, quando estaria de folga. Segundo ela, o empresário ofereceu R$ 800 pelo serviço e disse que precisava de ajuda na avaliação de um imóvel.

Ainda conforme o relato, por volta das 16h30, quando o trabalho terminou, o empresário se aproximou dela, exibiu o órgão genital e tocou os seios e as nádegas dela sem consentimento.

Assustada, a mulher pegou os pertences e deixou o imóvel. Inicialmente, contou o que havia acontecido apenas ao namorado. Depois, procurou o pai, que a acompanhou até uma unidade da Polícia Militar para registrar a ocorrência.

No mesmo boletim, outra funcionária, de 25 anos à época, relatou um episódio ocorrido em abril de 2024. Ela afirmou que o empresário aproveitou um momento em que estavam sozinhos na imobiliária para tocar sua coxa e suas nádegas.

Segundo a mulher, ela deixou o local imediatamente. Ao retornar ao trabalho posteriormente, afirmou que o empresário se comportou normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Ela relatou ainda que o medo de não receber pelo trabalho foi um dos motivos que a fizeram voltar à imobiliária. Também disse ter receio de procurar a polícia porque considerava a família do empresário influente e temia sofrer retaliações.

Denúncia mais recente

O caso mais recente veio à tona em 29 de junho de 2026, quando uma ex-funcionária de 26 anos procurou a polícia após encontrar fotos e vídeos em que aparecia nua no celular do ex-patrão.

Segundo ela, as imagens teriam sido gravadas enquanto utilizava o banheiro da imobiliária.

A mulher contou que teve acesso ao celular do empresário depois que ele pediu que ela utilizasse o aparelho para pagar uma marmita enquanto ele saía para fumar.

“Eu esbarrei naquela opção de mostrar as abas do celular e a segunda aba era de fotos e eu vi que eram fotos que eu aparecia nua”, relatou.

Segundo a vítima, ela fotografou a tela do celular com o próprio aparelho e deixou a imobiliária.

De acordo com o boletim de ocorrência, o empresário foi levado à delegacia e admitiu que escondeu um celular no banheiro para fazer as gravações. Ele, porém, afirmou que não divulgou as imagens e negou outros atos contra a ex-funcionária.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que Hélio não deu entrada no sistema prisional.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que o caso está sob segredo de Justiça e, por isso, não poderia fornecer informações sobre o processo.

A Polícia Civil disse que abriu um inquérito para investigar a denúncia de 2026. A reportagem também questionou o órgão sobre os registros feitos em 2023 e 2024, mas não recebeu resposta até a última atualização.

Já o Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que não havia sido acionado sobre o caso. Após a repercussão e diante da gravidade das denúncias, porém, a Procuradoria Regional do Trabalho decidiu abrir um procedimento investigativo.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 04/09/2026/07:03:52

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