BRASILGERAL

Advogada é presa após reclamar na web que delegado arquivou ocorrência

Compartilhe
image_pdfDOWNLOAD EM PDFimage_printIMPRIMIR PUBLICAÇÃO

Uma advogada de Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, foi presa após reclamar e expor nas redes sociais o arquivamento de um boletim de ocorrência que ela havia registrado na delegacia da cidade referente a um caso de difamação contra ela. Áricka Rosalia Alves Cunha teve a prisão efetuada pelo delegado Christian Zilmon Mata dos Santos depois de ela ter postado nas redes sociais críticas à decisão.

A prisão aconteceu na quarta-feira (15). Advogada foi solta horas depois, mediante o pagamento de fiança de R$ 10 mil. O delegado Christian afirmou que ela foi autuada por desacato, mas que também cometeu os crimes de difamação e desobediência.

“Depois ela disse que a autoridade policial não tinha capacidade de conduzir e que tinha algum problema mental. E depois, ela, descontrolada, não queria obedecer à ordem. Também, desobediência. E aí teve que ser algemada”, disse o delegado.

O delegado Christian Zilmon Mata dos Santos afirmou que a prisão de Áricka foi feita na sua condição de cidadã, e não advogada, e foi adotada depois de a polícia tomar conhecimento das postagens feitas por ela na internet “com insinuações mentirosas de que a Autoridade Policial age para prejudicá-la”.

O que aconteceu

Tudo começou depois de uma ação feita pela advogada, na cidade, no final de março, quando foram recolhidas assinaturas de moradores pedindo serviços de “tapa buraco”. No vídeo publicado em seu perfil do Instagram, a advogada afirmou que a ação “só foi possível porque a população mostrou sua força”.

Dois dias depois, Áricka protocolou a ação na prefeitura. Em uma das publicações, um homem escreveu o comentário “Loura idiota. Sabe de nada”. Devido à ofensa, a advogada registrou um boletim de ocorrência na delegacia.

“Isso não é opinião. Isso é crime. Respeito não é um favor. É obrigação. Eu não vou me calar. E vocês, mulheres que sofrem qualquer tipo de violência, não se calem”, disse Áricka.

No dia 26 de março, porém, conforme documento divulgado pela advogada, o delegado determinou o arquivamento provisório do registro, alegando que a medida estava sendo tomada até que houvesse um aumento do efetivo de policiais na delegacia.

Diante disso, Áricka pediu o desarquivamento do caso e postou os pedidos nas redes sociais, inclusive os despachos da polícia. As publicações fizeram o delegado ir ao escritório dela, para prendê-la por desacato. Durante os procedimentos, segundo ele, ela teria cometido os outros crimes.

“Depois ela, descontrolada, não queria obedecer à ordem. Também, desobediência. E aí teve que ser algemada. Então, é uma situação chata porque é moradora do município, mas a gente tem que cumprir a lei. Ninguém está acima da lei. Nem eu, nem ela”, disse o delegado, à TV Anhanguera.

A advogada informou que foi solta depois de pagar uma fiança de R$ 10 mil. Segundo Áricka, ela ficou presa por mais de seis horas.

“Ele (o delegado) saiu para jantar e deixou eu e todos os representantes da OAB esperando pela boa vontade dele. Foi uma situação lamentável e esdrúxula”, afirmou.

Em nota, a Polícia Civil de Goiás afirmou que o caso está sendo apurado pela corregedoria da instituição. 

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 17/04/2026/07:13:40

O formato de distribuição de notícias do Jornal Folha do Progresso pelo celular mudou. A partir de agora, as notícias chegarão diretamente pelo formato Comunidades, ou pelo canal uma das inovações lançadas pelo WhatsApp. Não é preciso ser assinante para receber o serviço. Assim, o internauta pode ter, na palma da mão, matérias verificadas e com credibilidade. Para passar a receber as notícias do Jornal Folha do Progresso, clique nos links abaixo siga nossas redes sociais:

Apenas os administradores do grupo poderão mandar mensagens e saber quem são os integrantes da comunidade. Dessa forma, evitamos qualquer tipo de interação indevida. Sugestão de pauta enviar no e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com.

Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do JFP (JORNAL FOLHA DO PROGRESSO) Telefones: WhatsApp (93) 98404 6835– (93) 98117 7649.
“Informação publicada é informação pública. Porém, para chegar até você, um grupo de pessoas trabalhou para isso. Seja ético. Copiou? Informe a fonte.”
Publicado por Jornal Folha do Progresso, Fone para contato 93 981177649 (Tim) WhatsApp:-93- 984046835 (Claro) -Site: www.folhadoprogresso.com.br   e-mail:folhadoprogresso.jornal@gmail.com/ou e-mail: adeciopiran.blog@gmail.com

5 erros que iniciantes cometem ao comprar criptomoedas

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, desative o bloqueador de pop-up para abrir o complemento.