A instituição alerta que os ataques também ameaçam parte do patrimônio cultural do estado. Em uma das invasões mais recentes, portas e janelas foram arrombadas, vidros quebrados e objetos danificados. Gavetas e armários também foram revirados.
Segundo a academia, os criminosos levaram o sistema de som completo, televisão, aparelho de ar-condicionado, aparador de grama, microfones, botijões de gás, além de copos, bandejas, louças, talheres e outros utensílios.
Na cristaleira onde eram guardadas as louças utilizadas no tradicional chá da tarde dos acadêmicos, poucas peças sobraram. A tradição acabou interrompida por causa dos furtos.
Fundada em 1900, a Academia Paraense de Letras funciona em um casarão que reúne documentos, obras de arte e objetos ligados à história da literatura paraense. Entre as peças estão quadros de antigos integrantes da instituição e o retrato do Barão de Guajará, primeira personalidade a presidir a academia.
Gongo centenário também foi danificado
No último fim de semana, os invasores chegaram a uma área considerada simbólica pelos integrantes da academia. No local fica um gongo utilizado há mais de cem anos pelos presidentes da APL no início e no encerramento das sessões.
O objeto foi danificado durante a invasão, mas não foi levado. Depois, passou por reparos. O presidente da Academia Paraense de Letras afirma que os casos são recorrentes e que os prejuízos se acumulam.
Atualmente, o prédio abriga seis academias. A repetição das invasões também já começa a afetar a programação da instituição.
Uma sessão que seria realizada em 18 de setembro, em homenagem ao escritor português Fernando Pessoa, precisou ser suspensa depois que equipamentos utilizados nos eventos foram furtados. Sem o sistema de som, até os microfones foram levados.
Academia cobra providências
A Academia Paraense de Letras é mantida com contribuições dos próprios acadêmicos. Segundo a instituição, os recursos são insuficientes para cobrir todas as despesas necessárias à proteção do patrimônio histórico.
A instituição afirma que os casos já foram comunicados às autoridades de segurança e cobra providências para identificar os responsáveis e evitar novas invasões.
Em nota, a Polícia Militar do Pará informou que, por meio do 2º Batalhão (2º BPM), se reuniu com representantes da instituição para colher informações e dar orientação sobre medidas de segurança. O bairro é atendido pelo 2º BPM com apoio do motopatrulhamento e de outras unidades da Corporação, conforme o planejamento operacional.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 21/08/2026/13:04:39
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