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Em Brasília, governador Helder Barbalho discute valorização do cacau, do dendê e da carne bovina paraense no Ministério da Agricultura e Pecuária

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Como adiantado pelo Fato Regional, o governador Helder Barbalho (MDB) teve uma agenda em Brasília, nesta quarta-feira (11), para discutir medidas de valorização do cacau, do dendê e da carne bovina dos produtores rurais do Pará. Acompanhado de secretários ligados ao setor produtivo paraense e uma comissão de produtores, o gestor se reuniu com o titular do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro. O ministro assumiu quatro compromissos, diante de representantes dos municípios de São Félix do Xingu, Tucumã, Uruará, Vitória do Xingu, Medicilândia, Senador José Porfírio, Anapu, Placas, Altamira e Brasil Novo.

Após a agenda solicitada pelo governador Helder Barbalho, o Mapa vai determinar à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a revisão das previsões de safra e do preço mínimo do cacau paraense, além de promover uma nova avaliação sanitária sobre as importações. Também estão em pauta a reavaliação do regime de “drawback”, que permite a entrada do cacau estrangeiro no país sem recolhimento de impostos, e das cotas de importação das amêndoas de cacau. Outro compromisso do Governo Federal é fortalecer as ações de promoção comercial, com foco na abertura e consolidação de novos mercados para o cacau brasileiro.

“São quatro ações. Primeiro, a questão sanitária, que já está encaminhada. Segundo, a revisão do drawback. Terceiro, as tarifas. E o quarto ponto é jogar no ataque. Vamos buscar mercado. Vamos vender para a Suíça, para o mercado europeu, para a Rússia. O mercado está aberto. Vamos fazer a promoção comercial, sair da defesa”, afirmou o ministro Carlos Fávaro, diante do governador Helder Barbalho e dos produtores rurais do estado do Pará, líder nacional da produção de cacau. A questão sanitária foi uma forte preocupação por conta da Instrução Normativa nº 125/2021, do Mapa, que revogou a exigência de tratamento fitossanitário com brometo de metila para a importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim, aumentando os riscos para o fruto brasileiro.

Veja o vídeo sobre a reunião, no Instagram do Fato Regional (@fatoregional):

Dados da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca do Pará (Sedap) mostra que o estado exporta 50 mil toneladas de produtos beneficiados de cacau e mais 5 mil toneladas de amêndoas. O Pará, como apontam entidades internacionais, tem a amêndoa de cacau de maior qualidade do mundo.

Fortalecimento das cadeias do dendê e da carne bovina

Outro ponto central da reunião foi o fortalecimento da cadeia do dendê. Helder defendeu a valorização da produção interna, destacando que o Pará é o maior produtor de dendê do Brasil. Atualmente, existe uma cota de importação superior a 150 mil toneladas de dendê. O governo e os produtores solicitam a suspensão dessa cota, considerando que o estado possui produção suficiente para atender à demanda nacional.

A agenda em Brasília também tratou da abertura do mercado estadunidense para a carne bovina do Pará, que é zona livre de febre aftosa sem vacinação, condição sanitária que o habilita a exportar aos Estados Unidos. Na reunião, que contou com a participação de representantes de indústrias da carne e lideranças do setor, o governador reforçou a importância da habilitação do para exportar produtos industrializados, agregando valor à cadeia produtiva e gerando empregos. “O Pará é o segundo maior rebanho bovino de todo o Brasil. Precisamos abrir mercados para a pecuária, para exportação de produtos industrializados, gerando emprego e agregando valor à produção”, afirmou Helder.

“Eu assumi um compromisso com vocês de que nós íamos vir aqui em Brasília trazendo produtores, trazendo todas as lideranças para garantir a proteção à produção do cacau. E aqui estamos para garantir que o produto possa ter um melhor valor, para evitar que o produto nacional seja prejudicado pela importação de produtos da Costa do Marfim. E nós vamos ter resultados. Estamos falando de um Estado que tem no agronegócio uma de suas mais importantes vocações. Quando olhamos para a balança comercial e para a necessidade de tornar determinados produtos nacionais mais competitivos, o que nos preocupa é que o sacrifício da economia e das vocações do Estado do Pará pode acabar ficando em jogo”, destacou o governador Helder Barbalho.

Fonte: Fato Regional e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 12/02/2026/14:55:37 

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