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Países comemoram acordo de cessar-fogo no Irã e pedem reabertura de Ormuz

Líderes pedem que partes assegurem fim das agressões, incluindo o Líbano, e mencionam retomada da estabilidade econômica global

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Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, um acordo mais amplo, incluindo o alívio das sanções impostas a Teerã, deverá ser negociado durante um cessar-fogo de 60 dias. Teerã condicionou o início das tratativas à liberação de metade dos US$ 24 bilhões em ativos iranianos congelados por Washington.

Líderes de todo o mundo divulgaram mensagens de apoio ao fim das agressões. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, informou que o tratado deverá ser formalmente assinado na próxima sexta-feira, na Suíça. O líder paquistanês parabenizou Washington e Teerã por seu “compromisso em encontrar uma solução diplomática para o conflito”, agradecendo a contribuição do Catar, da Arábia Saudita e da Turquia.

Países comemoram acordo de cessar-fogo e pedem reabertura de Ormuz

O Ministério das Relações Exteriores do Catar saudou a iniciativa e elogiou a “determinação tanto do lado norte-americano quanto do iraniano e seu compromisso em avançar na resolução das divergências por meio de negociações e de meios pacíficos”.

Já o presidente libanês, Joseph Aoun, celebrou a inclusão do Líbano nos termos do acordo. “Aprecio o respeito demonstrado no memorando pela soberania libanesa e o reconhecimento de que a estabilidade e a segurança do Líbano são essenciais para qualquer esforço sério de estabelecer a estabilidade na região, após os enormes sacrifícios e fardos suportados pelo povo libanês nos últimos tempos”, disse.

A Arábia Saudita elogiou os esforços de mediação conduzidos pelo Paquistão e pelo Catar e defendeu a restauração da segurança e da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. China e Jordânia também manifestaram apoio ao acordo e expressaram esperança de que o entendimento contribua para uma paz duradoura na região.

Da Turquia, o presidente Recep Tayyip Erdogan disse que o cessar-fogo é “um importante avanço para o estabelecimento da paz e da tranquilidade” na região. Ele ressaltou “enfaticamente a necessidade de evitar retórica, provocações e ações que possam agravar as tensões no período que antecede a assinatura do acordo e de permanecer vigilante contra possíveis sabotagens”.

Europa

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, definiu o acordo como um “passo crítico” rumo à “solução pacífica para o conflito”. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a prioridade agora é a “implementação rápida e integral por todas as partes” dos termos acordados. Ela ressaltou que “a liberdade de navegação deve ser restabelecida sem tarifas”, acrescentando que a medida “abre caminho para negociações mais amplas sobre paz e segurança no Oriente Médio”.

Os países do E4, Reino Unido, França, Alemanha e Itália, afirmaram conjuntamente a disposição de suspender as sanções contra o Irã. Eles afirmaram que Teerã “nunca deve adquirir armas nucleares” e declararam que estão “prontos para colaborar com os EUA, o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para esse fim”. Segundo as potências europeias, a revogação das sanções ocorre “em resposta a passos claros e verificáveis do Irã sobre seu programa nuclear”.

Em Londres, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que “para que qualquer paz perdure, é essencial que os compromissos assumidos, particularmente em relação ao programa nuclear iraniano, sejam sólidos, verificáveis e plenamente implementados”. Ele também descreveu o acordo como um passo “extremamente importante” para o fim da guerra e reiterou que “a liberdade de navegação sem tarifas deve agora ser restabelecida no Estreito de Ormuz”.

Na França, o presidente Emmanuel Macron pediu a “reabertura urgente e incondicional do Estreito de Ormuz”, afirmando que “a retomada do tráfego marítimo, sem restrições ou tarifas, é uma condição indispensável para a estabilidade regional e a economia global”. Da Alemanha, o chanceler Friedrich Merz disse que o entendimento poderá abrir caminho para uma “economia global revitalizada e um Oriente Médio mais seguro”, destacando a necessidade de que ele seja implementado “com determinação”.

Já a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse que “esta é uma oportunidade para a paz que deve ser aproveitada”. “A Itália, como no passado, está pronta para apoiar o processo diplomático rumo a um acordo abrangente”, disse. “Por fim, é necessário que as hostilidades cessem também no Líbano, onde a Itália continuará a trabalhar para apoiar a soberania libanesa”, acrescentou.

Na Áustria, o chanceler Christian Stocker apelou para que “todas as partes assegurem a implementação rápida e completa do memorando, incluindo a abertura permanente do Estreito de Ormuz, a fim de garantir a liberdade de navegação em conformidade com o direito internacional”. “Este acordo abre uma janela para negociações rumo a um Oriente Médio mais estável e seguro, e exorto todas as partes a se engajarem de forma construtiva. Isso inclui abordar os programas nucleares e de mísseis balísticos do Irã”, acrescentou.

Outras nações

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que “a Austrália há muito tempo defende a desescalada e o fim do conflito, inclusive no Líbano”. “Como já dissemos, quanto mais tempo essa guerra durar, maior será o impacto. A contenção contínua e o diálogo construtivo serão essenciais para evitar uma escalada ainda maior e garantir um acordo duradouro”, acrescentou.

Na Nova Zelândia, o ministro das Relações Exteriores, Winston Peters, afirmou que “o acordo crucial e construtivo é um passo para reduzir as tensões e promover a estabilidade numa região fundamental para a segurança económica global. O diálogo e a diplomacia continuam a ser os meios mais eficazes para resolver problemas de longa data.”

Em Bangladesh, o Ministério das Relações Exteriores recordou que Daca vinha “pedindo de forma consistente a desescalada e a resolução do conflito” por meios diplomáticos. O governo disse esperar que “o acordo seja implementado de boa-fé e se mostre duradouro e sustentável”.

A primeira-ministra, Sanae Takaichi, afirmou que o Japão “espera sinceramente” que “a navegação livre e segura pelo Estreito de Ormuz seja garantida na prática e que um acordo final sobre a questão nuclear do Irã e outros assuntos seja alcançado o mais breve possível”.

Apesar das comemorações, o Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou sobre o acordo que “as Forças de Defesa de Israel permanecerão nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza, por tempo indeterminado, para defender a fronteira e as comunidades israelenses contra elementos jihadistas”.

Fonte: OPERA MUNDI e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 15/06/2026/16:02:31

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