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Não! Conheça as 3 cidades que recusaram ser sedes da Copa do Mundo 2026

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Enquanto cidades brasileiras sonham em sediar jogos da Copa do Mundo, três gigantes da América do Norte fizeram o caminho inverso. Chicago, Montreal e Minneapolis simplesmente disseram “não” à FIFA e abriram mão da chance de receber partidas do Mundial de 2026, que começou oficialmente nesta quinta-feira (11).

A decisão chama atenção porque, historicamente, cidades disputam ferozmente o direito de sediar a principal competição do futebol mundial. No Brasil, por exemplo, estados e capitais mobilizam governos, além de empresários e torcedores sempre que surge a possibilidade de receber grandes eventos esportivos.

Mas, nos Estados Unidos e no Canadá, essas três cidades avaliaram que os custos e exigências da FIFA eram altos demais para compensar os benefícios prometidos.

Chicago preferiu shows a jogos da Copa

Uma das maiores cidades dos Estados Unidos decidiu abandonar sua candidatura ainda em 2018. O motivo principal foi financeiro.

Na época, a prefeitura avaliou que havia muita incerteza sobre quanto dinheiro público precisaria ser investido para atender às exigências da FIFA. Segundo o então prefeito Rahm Emanuel, a combinação entre “incerteza para os contribuintes” e a “inflexibilidade da FIFA” tornou a candidatura inviável.

Agora, enquanto cidades-sede recebem seleções e torcedores, o tradicional Soldier Field está ocupado com apresentações de artistas como Morgan Wallen, Ed Sheeran e Karol G.

Minneapolis rejeitou as exigências da FIFA

Minneapolis também desistiu em 2018. A cidade havia acabado de sediar o Super Bowl e não encontrou apoio suficiente para bancar um evento ainda mais caro.

Segundo Matt Meunier, executivo da Minnesota Sports and Events, os patrocinadores locais questionaram onde estaria o apoio financeiro do poder público. Além disso, havia preocupação com as exigências da FIFA para áreas de exclusão ao redor do estádio e a ocupação prolongada dos espaços esportivos.

“Acho que todos concordamos que é um evento fantástico”, afirmou Meunier, mas os desafios financeiros e operacionais acabaram pesando mais.

Hoje, a cidade aposta em outros grandes eventos, como o WWE SummerSlam, os Jogos Especiais dos Estados Unidos e apresentações esportivas e culturais próprias.

Montreal abriu mão para proteger eventos tradicionais

Talvez o caso mais emblemático seja o de Montreal.

A cidade canadense possui tradição esportiva e até revelou seis jogadores da seleção do Canadá. Mesmo assim, o governo da província de Quebec retirou o projeto em 2021 após os custos estimados praticamente dobrarem.

As despesas previstas passaram de 50 milhões para mais de 100 milhões de dólares canadenses. Além disso, autoridades alegaram que a FIFA exigia intervenções caras no Estádio Olímpico e o controle de importantes áreas públicas durante quase dois meses.

A ex-ministra do Turismo de Quebec, Caroline Proulx, revelou que algumas exigências poderiam comprometer eventos tradicionais da cidade, como o Grande Prêmio de Fórmula 1 e o Festival Internacional de Jazz de Montreal.

“De jeito nenhum eu ligaria para a Fórmula 1 para dizer que a FIFA estava exigindo um apagão de eventos esportivos”, declarou.

A Copa começou, mas elas seguem sem arrependimento

Agora que a Copa do Mundo 2026 já está em andamento, as três cidades acompanham o torneio à distância.

Em Montreal, o governo afirma que a decisão foi correta. “Nosso governo tomou uma decisão responsável na gestão dos fundos públicos e, em retrospectiva, foi a decisão correta”, declarou a ministra do Turismo de Quebec, Amélie Dionne.

Enquanto milhões de torcedores celebram a abertura do Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México; Chicago, Minneapolis e Montreal apostam em eventos próprios e defendendo que abrir mão da Copa foi um bom negócio.

Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 13/06/2026/08:45:49

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