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Apesar de confirmação de Israel, Líbano diz que presidente não vai conversar com Netanyahu, diz agência

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A declaração acontece após a ministra israelense de Inovação e integrante do gabinete de segurança política, Gila Gamliel afirmar, também nesta quinta, que os líderes conversariam. Seria a primeira vez, em décadas, que lideranças dos dois países vão se comunicar diretamente.

“O primeiro-ministro falará pela primeira vez com o presidente do Líbano após tantos anos de ruptura total do diálogo entre ambos os países, e cabe esperar que esta iniciativa conduza finalmente à prosperidade e ao desenvolvimento do Líbano como Estado”, declarou Gamliel sem especificar quando nem como isso ocorrerá.

Um contato entre Netanyahu e Aoun seria um marco nas relações entre Líbano e Israel — países que permanecem em estado de guerra desde a criação de Israel, em 1948, segundo a Reuters. Mas o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, se opõe a contatos entre Líbano e Israel.

Na quarta-feira (15), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que líderes de Israel e Líbano conversariam pela primeira vez em 34 anos nesta quinta. Em uma publicação em sua rede social, ele disse que está tentando criar um espaço para que os líderes e Israel e Líbano conversem.

Segundo Trump, essa conversa deve ocorrer nesta quinta após 34 anos desde o último contato entre esses líderes. Ele não deu detalhes e não ficou claro se se referia aos chefes de Estado dos dois países ou a outros altos funcionários.

➡️ Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária.

Ao sair do primeiro encontro, o embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, disse que o governo libanês deixou claro que não quer mais o país “ocupado” pelo grupo extremista Hezbollah, e que houve conversas sobre uma visão de longo prazo para uma fronteira claramente delimitada entre os dois países.

No entanto, ele não se comprometeu com um cessar-fogo entre Tel Aviv e Berute.

“Quanto a um cessar-fogo, estamos lidando com apenas uma coisa, e deixei isso muito claro: estamos focados na segurança dos residentes do Estado de Israel”, declarou Leiter.

De acordo com os EUA, Israel e Líbano concordaram em prosseguir com as conversas “em um momento e local acordado mutuamente” no futuro.

Leiter conversou por duas horas com a embaixadora do Líbano nos EUA, Nada Hamden Moawad. O secretário de Estado, Marco Rubio, também esteve presente na reunião.

Guerra entre Israel e Hezbollah

O conflito entre Israel e o Hezbollah, grupo terrorista libanês aliado ao Irã, é um desdobramento da guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada em 28 de fevereiro.

Desde o reinício das ofensivas, os ataques israelenses no Líbano já mataram pelo menos 2 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O fim do conflito no Líbano é um dos pontos centrais na discussão de um cessar-fogo entre Washington, Tel Aviv e Teerã.

Nesta quinta-feira (16), Israel destruiu a última ponte que ligava o sul do Líbano ao resto do país, região que faz fronteira com o país, segundo uma autoridade libanesa informou à Reuters.

“Aviões inimigos realizaram dois ataques consecutivos à ponte Qasmieh, a última ponte entre as regiões de Tiro e Sidon, destruindo-a completamente”, disse a Agência Nacional de Notícias (NNA) do Líbano nesta quinta.

Nesta quarta-feira (15), o exército israelense também matou quatro socorristas libaneses e feriu outros seis em três ataques consecutivos, disseram grupos de paramédicos.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 16/04/2026/07:13:30

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