Quem nunca fez prova com perguntas ilustradas por uma tirinha da Turma da Mônica? Pois bem, em uma escola pública em Viamão, no Rio Grande do Sul, Cebolinha e companhia perderam espaço para… Bananildo e Moranguete.
A conversa entre as frutas continua, sempre com analogias ao processo de produção de espermatozoides e de fecundação do óvulo. E o problema é justamente esse: a tentativa de tornar o tema mais lúdico para os pré-adolescentes acaba levando a equívocos conceituais.
🍌Casca de banana número 1: elenco problemático
O primeiro erro, segundo professores de biologia, está na seleção do “elenco” para encenar a conversa.
As bananas vendidas atualmente são frutos partenocárpicos, ou seja, que se desenvolvem a partir do ovário da flor, sem formação de sementes.
“Não existe fecundação entre as bananas que produzimos hoje”, explica Marcelo Perrenoud, professor de biologia do Curso Anglo.
Mesmo se a fruta escolhida não fosse partenocárpica, como o Abacatudo (o abacate das novelinhas), seria didaticamente arriscado fazer essa mistura de universos. Nas plantas, os gametas masculinos são chamados de células espermáticas, e os femininos, oosferas. Usar “espermatozoides” e “óvulos” para o mundo das frutas pode confundir os alunos.
🍌Casca de banana número 2: espermatozoides não são mini-homens
Ao utilizar o termo “minibananildos”, a questão reforça uma ideia equivocada de que o espermatozoide seria uma versão miniatura do ser humano.
Para os especialistas, a tentativa de “suavizar” o conteúdo para o 9º ano acabou sacrificando o rigor científico. “O sistema humano envolve genitais e glândulas específicas. Fazer essa comparação direta com frutas fica muito complexo e induz ao erro. Foi uma tentativa lúdica de falar sobre o assunto, mas, às vezes, na tentativa de deixar o assunto mais leve, acabamos gerando mais dúvidas”, diz Perrenoud.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 10/04/2026/07:13:39
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