
Martha rebateu as suspeitas de que teria conhecimento das atividades de Vorcaro. Ela argumenta que, se órgãos reguladores e autoridades não desconfiavam do empresário, ela não teria razões para questionar um homem que se mostrava “respeitado por pessoas respeitáveis”.
A influenciadora negou ter sido beneficiária de qualquer transferência de bens ou ocultação de patrimônio investigada pela PF. Segundo ela, seu estilo de vida e seus bens são fruto de 26 anos de carreira internacional, iniciada aos 14 anos de idade.
Ela destacou que o relacionamento de um ano e oito meses era majoritariamente à distância — ela reside nos Estados Unidos e Vorcaro, no Brasil —, o que limitava seu contato com o dia a dia dos negócios do banco.
A modelo também criticou duramente a exposição de mensagens pessoais anexadas ao processo, que classifica como uma tentativa de “vulgarizá-la”. Martha afirma que o impacto das notícias atingiu sua filha de 6 anos e seus familiares.
Enquanto Martha busca se desvincular do escândalo, Daniel Vorcaro tenta negociar os termos de uma eventual delação premiada que pode atingir outros núcleos do sistema financeiro.
“Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida”, escreveu.
“Ela foi surpreendida com esse rombo com esse escândalo todo, tenha dúvida, não tenha dúvida (…) Esta mulher caiu em depressão.”
Leia a íntegra da manifestação de Martha Graeff:
“Aos meus familiares, amigos, parceiros de trabalho e voluntariado, às pessoas que me acompanham no dia a dia e a todos os cidadãos de bem interessados em entender o que está acontecendo em nosso país e não apenas em julgar e punir injustamente – esclareço informações inverídicas e caluniosas que circulam a meu respeito.
Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar.
As últimas semanas têm sido as piores da minha vida e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa – e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?
Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior. Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi à distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens.
Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente. Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado.
Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 28/03/2026/15:14:26
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