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Cabo da reserva da Marinha é preso em Belém por tráfico de pessoas e falsificação de documento para registrar bebê de 6 meses

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As investigações revelam que Pacheco usou uma Declaração de Nascido Vivo (DNV) extraviada, emitida pela Santa Casa de Misericórdia de Belém para outra criança, para registrar fraudulentamente um recém-nascido.

O documento falso indicou a criança como filha de Pacheco e de Sebastian Silva dos Santos, suposta mãe, segundo as investigações. Na verdade, a genitora real deu à luz a outro bebê em agosto de 2025 e, ao buscar o cartório para registrar o filho com a segunda via da DNV, descobriu o registro anterior em seu nome, mas com pai desconhecido e foto divergente na identidade.

As perícias papiloscópica e documentoscópica confirmaram as inconsistências biométricas e biográficas, provando a falsidade do documento.

Em nota, a Marinha do Brasil disse que “não compactua com qualquer tipo de conduta que atente contra a dignidade humana, principalmente de crianças e repudia desvios comportamentais que não encontram respaldo nos princípios éticos da Força” e também “reiterou pleno compromisso de cooperar, caso demandada, com as investigações a serem conduzidas pelas autoridades policiais visando o esclarecimento dos fatos e punição de culpados”.

Suspeitas

Inicialmente, o caso apontava para adoção ilegal, mas a polícia agora investiga tráfico de pessoas. Durante as buscas, o bebê de 6 meses registrado como filho de Pacheco não foi encontrado com a família, que nega conhecê-lo.

O investigado alegou ter achado a DNV e documentos na rua, registrando a criança só para obter auxílio-natalidade, insistindo que o bebê “jamais existiu”. A versão é considerada inconsistente para a polícia.

No histórico policial, Pacheco tem antecedentes por falsificação de documentos de veículos e cumpre pena em regime aberto por esses crimes.

Na operação, foi apreendido o celular de Pacheco, que foi interrogado e está à disposição da Justiça.

As diligências prosseguem para localizar o bebê, esclarecer a origem dele e identificar outros envolvidos no tráfico de pessoas e falsificação em Belém.

Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 24/03/2026/13:06:12

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