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Polícia procura por suspeitos de estuprar adolescente de 17 anos no RJ; crime teria sido uma emboscada

Suspeitos teriam contado com apoio do ex-namorado da vítima.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz buscas pelos suspeitos de um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul da capital.

O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro.

De acordo com o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), obtido neste sábado (28) pela TV Globo, quatro homens foram indiciados pelo crime de estupro com concurso de pessoas. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho.

A conduta do adolescente foi desmembrada para a Vara da Infância e Juventude. Ele não terá a identidade revelada.

Segundo a polícia, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e tentativas de prisão dos investigados maiores de idade. Nenhum deles foi encontrado nos endereços informados.

O que disse a vítima

Em depoimento prestado na delegacia, na presença da avó, a adolescente relatou que foi convidada pelo adolescente, que era um colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. Ele teria pedido que ela levasse uma amiga, mas, como não conseguiu, foi sozinha.

Segundo a jovem, ela já havia tido um relacionamento com o rapaz entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então.

Ao chegar ao prédio, ela encontrou com o jovem na portaria e subiu ao apartamento. No elevador, o rapaz teria avisado que dois amigos estariam no local e insinuado que fariam “algo diferente”, o que ela diz ter recusado.

No apartamento, ela afirmou ter sido levada para um quarto. Enquanto mantinha relação sexual com o jovem, outros três rapazes teriam entrado no cômodo, feito comentários e, segundo o relato, um deles passou a tocá-la sem consentimento.

A jovem contou que, após insistência do adolescente, concordou apenas que os amigos permanecessem no quarto, com a condição de que não a tocassem. No entanto, segundo ela, os jovens teriam tirado a roupa, passado a beijá-la e apalpá-la.

A vítima afirmou que foi forçada a praticar sexo oral e que sofreu penetração por parte dos quatro jovens. Disse ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal. Em determinado momento, ela disse ter tentado sair do quarto, mas, segundo o depoimento, foi impedida.

Ela relatou ainda que, ao deixar o apartamento, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.

Imagens do prédio

A investigação teve acesso às imagens das câmeras de segurança do prédio. Os registros mostram a chegada dos jovens ao apartamento e, posteriormente, a entrada da adolescente acompanhada pelo menor suspeito.

As imagens também registram o momento em que a vítima deixa o imóvel e segue em direção ao elevador. Segundo o relatório, após acompanhá-la até a saída do prédio, o jovem retorna ao apartamento e faz gestos que os investigadores descrevem como de “comemoração”.

Há ainda registros da saída dos investigados do edifício em horários próximos ao fato.

Troca de mensagens

Prints de conversas por WhatsApp entre a adolescente e o menor foram incluídos no inquérito. Nas mensagens, ele a convida para ir ao endereço e pergunta se ela poderia chamar uma amiga.

A jovem responde que não teria quem convidar, e ele afirma que não haveria problema em ir sozinha. As conversas mostram ainda a combinação do encontro na portaria do prédio e os horários em que ela informa que está chegando.

Laudo indica relação sexual

O laudo de exame de corpo de delito aponta a existência de lesões compatíveis com violência física.

Segundo a perícia, foram identificados infiltrado hemorrágico e escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal. O exame descreve ainda três grupos de equimoses nas regiões dorsal e glúteas.

Testes rápidos também apresentaram resultados positivos. Materiais foram coletados para exames genéticos e análise de DNA.

Fonte: G1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 02/03/2026/07:34:59

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