Tarifa Social: 286 mil famílias do Pará podem perder desconto; saiba como evitar
O Pará enfrenta um cenário preocupante com a Tarifa Social de Energia Elétrica, liderando o risco de perda do benefício para 286 mil famílias e a falta de acesso para outras 707 mil, segundo levantamento da Abradee.
O Pará ocupa uma posição preocupante no cenário nacional da Tarifa Social de Energia Elétrica. Segundo levantamento divulgado na quinta-feira (5) pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), 286 mil famílias paraenses correm o risco de perder o desconto na conta de luz por pendências cadastrais. O Estado também lidera o número de potenciais beneficiários ainda não atendidos pelo programa, com outras 707 mil famílias que poderiam ter acesso à redução ou até à isenção da tarifa de energia.
Os números colocam o Pará no centro de dois desafios: impedir que consumidores de baixa renda percam um benefício já concedido e ampliar o acesso à Tarifa Social entre famílias que preenchem as condições econômicas para receber o subsídio. Considerados em conjunto, os dois grupos representam aproximadamente 993 mil famílias paraenses em situações distintas de vulnerabilidade no acesso ao benefício.
Pará lidera pendências na Equatorial
Entre os sete estados atendidos pelo Grupo Equatorial Energia, o Pará apresenta o maior número de famílias com inconsistências cadastrais. São 286 mil registros pendentes, acima dos 279,3 mil identificados no Maranhão e dos 188,1 mil em Goiás. Também aparecem no levantamento Alagoas, com 167 mil, Piauí, com 117 mil, Amapá, com 33,9 mil, e Rio Grande do Sul, com 23,8 mil.
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Em toda a área de atuação da concessionária, aproximadamente 1 milhão de beneficiários apresentam divergências que podem provocar a suspensão do desconto. Esse contingente corresponde a cerca de um quarto dos 4 milhões de clientes atendidos pelo subsídio no grupo.
A regularização deve ocorrer até 31 de dezembro de 2026. A Equatorial realiza ações de busca ativa para localizar os consumidores com pendências, utilizando mensagens pelo WhatsApp, e-mails e visitas de agentes comerciais.
Mais de 700 mil famílias fora do programa
Outro dado chama a atenção no Pará: 707 mil famílias apresentam condições econômicas que poderiam permitir o acesso à Tarifa Social, mas ainda não estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), conforme a estimativa divulgada pelo Grupo Equatorial.
O Estado concentra o maior contingente nessa situação entre as unidades federativas atendidas pela empresa. O Maranhão aparece em segundo lugar, com 489 mil famílias, seguido de Goiás, com 317 mil, Piauí e Alagoas, ambos com 221 mil, Rio Grande do Sul, com 151 mil, e Amapá, com 81 mil.
Na área de atuação da Equatorial, quase 2,2 milhões de residências poderiam ter acesso ao benefício, mas permanecem fora do cadastro social. O número reforça a importância da identificação das famílias elegíveis e da ampliação do atendimento pelos serviços municipais de assistência social.
Desconto pode chegar a 100%
A Tarifa Social garante isenção integral da tarifa de energia elétrica para famílias de baixa renda que consomem até 80 quilowatt-hora (kWh) por mês. Entretanto, a fatura pode continuar apresentando cobranças não relacionadas diretamente ao consumo, como tributos aplicáveis e contribuição municipal de iluminação pública.
O benefício contempla famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa. Em 2026, com o piso nacional de R$ 1.621, o limite corresponde a R$ 810,50 por integrante familiar.
Fonte: Diário do Pará e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 06/11/2026/14:46:56
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