Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento usado no tratamento da esclerose múltipla

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (25), a apreensão e a proibição da comercialização de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, utilizado no tratamento de formas específicas da esclerose múltipla. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

Os lotes atingidos são H7953B14 e H7953B06. Segundo informações divulgadas sobre a decisão da agência, os produtos tinham como destino original outros países, mas foram distribuídos no mercado brasileiro de forma irregular.

A distribuição foi realizada pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda., empresa que estava com a licença sanitária cancelada e com a autorização de funcionamento inativa. A situação levou a Anvisa a determinar medidas de fiscalização sobre os medicamentos distribuídos pela empresa.

Por que os lotes foram proibidos?

De acordo com a Anvisa, a irregularidade na distribuição impede que a agência assegure que os medicamentos tenham sido mantidos nas condições sanitárias adequadas durante todas as etapas de armazenamento e transporte, incluindo aspectos relacionados à conservação e à integridade dos produtos.

Além da comercialização, a resolução determina medidas como apreensão, armazenamento, distribuição, transporte, importação e exportação dos produtos abrangidos pela fiscalização.

A Anvisa também informou que a distribuidora já havia sido autuada anteriormente por irregularidades envolvendo medicamentos.

Orientação aos pacientes

Pacientes que utilizam Ocrevus devem verificar o número do lote do medicamento antes de utilizá-lo e, em caso de dúvida, procurar orientação do médico ou de outro profissional de saúde.

A Anvisa mantém sistemas oficiais para consulta de informações sobre medicamentos e produtos sujeitos à vigilância sanitária.

A orientação é que pacientes não interrompam ou alterem o tratamento por conta própria. Qualquer decisão sobre a continuidade do uso deve ser tomada com orientação do profissional responsável pelo acompanhamento.

Fonte: Anvisa e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 25/09/2026/10:23:11

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