As perguntas de uma criança sobre a Amazônia que deveriam nos preocupar
Um segundo ponto que abordei foi o efeito da fragmentação da floresta. Este é um resultado do desmatamento espalhado por toda a Amazônia. A fragmentação cria remanescentes florestais de diferentes tamanhos, geralmente isolados por monoculturas de soja e pastagens, e também constitui uma forma de matar animais.
As florestas fragmentadas contêm menos espécies por área em comparação com florestas intactas. Assim, as taxas de extinção local tanto de polinizadores quanto de animais dispersores — como borboletas, besouros, aves e primatas — são mais altas em fragmentos de menor dimensão. A morte de animais está associada à redução da disponibilidade e da diversidade de plantas, sementes e frutos.
Comentei também sobre o efeito do corte seletivo de árvores, um tipo de desmatamento progressivo, que leva à morte de animais. Um exemplo desse efeito pode ser observado nas espécies do gênero Copaifera, popularmente conhecidas como pau-de-óleo e copaíba. Alguns animais têm fases críticas de seu ciclo de vida nas copaíbas. Por exemplo, a espécie Copaifera langsdorffii sustenta a vida de 23 espécies de insetos.
Esses insetos usam suas folhas e galhos para depositar seus ovos. Os ovos depois se transformam em larvas e, posteriormente, em insetos adultos. Todas essas 23 espécies usam somente a Copaifera langsdorffii para completar seu ciclo de vida; sendo assim, se essa espécie desaparecer de um fragmento, as 23 espécies de insetos que dependem dela também desaparecerão desse fragmento.
Portanto, se a Amazônia fosse totalmente destruída ou fragmentada, a maioria dos animais não sobreviveria, porque, sem floresta saudável, não há como manter ciclos de vida, alimentação e reprodução. De forma semelhante, se árvores de espécies específicas forem cortadas seletivamente, a tendência é a extinção local das plantas e dos animais que dependem delas para sua nutrição e reprodução.
Riscos do aumento do contato entre humanos e animais silvestres
A outra parte das perguntas do aluno de Illinois dizia respeito aos riscos dos animais machucarem os seres humanos. Para responder a essa pergunta, recorri ao recém-publicado Relatório de Avaliação da Amazônia 2025, cujo capítulo 4 tratou de saúde. O capítulo apresentou os riscos de transbordamento zoonótico — ou seja, doenças infecciosas transmissíveis naturalmente entre animais e seres humanos, causadas por vírus, bactérias, parasitas ou fungos — e outros problemas de saúde relacionados à degradação ambiental.
Fonte: UOL e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 25/02/2026/14:41:59
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