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Governo suspende temporariamente importação de cacau da Costa do Marfim

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O ato determina ainda que a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e a Secretaria de Defesa Agropecuária do Brasil adotem procedimentos para investigar possíveis casos de triangulação.

A suspensão das importações será mantida até que o governo da Costa do Marfim apresente manifestação formal e garantias de que os envios destinados ao Brasil não contenham cacau produzido em países sem autorização sanitária.

Segundo uma nota publicada pela Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), a decisão foi baseada em uma nova análise de risco fitossanitário realizada pela missão técnica brasileira no país africano, entre os dias 1 e 14 de fevereiro, cujo relatório deve ser divulgado até o final desta semana.

A decisão também acontece após uma agenda articulada pelo governador Helder Barbalho, do Pará, maior estado produtor de cacau do país.

Ele se reuniu com o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e demais autoridades para defender interesses estratégicos dos produtores de cacau paraenses e brasileiros.

“Isso foi uma reivindicação dos produtores rurais. [….] Isso vai permitir com que os produtos nacionais sejam valorizados, com que a produção de cacau no Brasil possa melhorar o preço e possa fortalecer aqueles que produzem”, destacou o governador.

A decisão do Ministério atende a demandas das associações de cacaucultores e lideranças do Pará, que vinham alertando sobre riscos sanitários e impactos competitivos decorrentes do ingresso de produtos importados que poderiam agravar a situação das lavouras brasileiras e pressionar os preços internos, destacou o governo do estado, em nota.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) disse que a suspensão da importação “é fundamental para proteger a produção nacional do risco de ingresso de pragas e doenças no país”.

“Ainda que temporária, a medida atende a uma demanda do Sistema CNA que, mobilizado por seus sindicatos e Federações de Agricultura do Pará, Bahia e Espírito Santo, enfatizou junto ao Executivo e ao Legislativo a importância da adoção de medidas imediatas, inclusive com a visita de uma missão técnica à Costa do Marfim para avaliar adequadamente a situação produtiva, fitossanitária e de trânsito das amêndoas no país exportador.”

Fonte g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso em 24/02/2026/13:52:31

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