Desta vez, agentes miram uma organização criminosa “com ramificações voltadas a lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores”. A PF diz ter encontrado indícios de “uma complexa rede patrimonial” composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas.
Essas firmas, segundo a corporação, eram registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros “formalmente desvinculados do núcleo investigado”, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.
“Também foram constatadas a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o emprego de empresas nacionais e estrangeiras, além da possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais”.
Mandados
Policiais saíram para cumprir 4 mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A TV Globo apurou que entre os endereços vasculhados estão salas comerciais de Poncio, apontadas pela PF como “estruturas operacionais e administrativas”.
Já Bernardo é apontado como “um dos principais operadores” do esquema. A PF foi até um imóvel residencial vinculado a ele.
A Polícia Federal explicou que a Unha e Carne 9 foi deflagrada após a análise dos dados extraídos do celular de Poncio.
“Tais informações revelaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pelo grupo na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros”, explicou.
A Unha e Carne 5
Adilsinho, que já estava encarcerado e teve um mandado de prisão contra si, é apontado como o chefão desse esquema. Márcio Poncio, membro da Igreja da Nuvem e empresário, construiu sua trajetória no setor do tabaco, atividade que lhe rendeu o apelido de “pastor do cigarro”.
Outro alvo de prisão nessa etapa foi o hoje ex-deputado Rodrigo Bacellar, que também já estava encarcerado.
A PF não revelou nenhum nome, mas disse que esses agentes políticos são investigados por suspeita de receber doações de Adilsinho para a campanha de 2022.
Segundo a PF, as planilhas indicam “a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.
“As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou a Polícia Federal.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 29/10/2026/07:26:27
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