Flávio chama resultado do segundo turno de ‘sacanagem’, diz ser ‘impossível’ reconhecer derrota e que tentará anulação
Em virada histórica, Lula derrotou Flávio e conquistou quarto mandato. Após forte mobilização nas ruas e nas redes, presidente superou derrota do 1º turno e venceu uma eleição acirrada.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse.
“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, afirmou o candidato derrotado.
“Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados. Eu nunca vou saber se no estado aonde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, disse Flávio.
O processo eleitoral também foi reconhecido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, afirmou na noite deste domingo que o Ministério Público cumpriu sua missão de fiscalizar o processo, combater irregularidades e atuar para que a vontade do eleitor fosse respeitada.
“A democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer seu direito de escolha de forma livre. O respeito à vontade manifestada nas urnas fortalece as instituições democráticas e garante legitimidade à representação política”, afirmou o PGR, que também atua como procurador-geral eleitoral.
Durante pronunciamento feito ao lado do presidente da Câmara dos Deputados após o resultado das eleições, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que “não há o que se contestar” e que “a vitória, em primeiro plano, foi da democracia”.
“Falamos isso mais cedo [antes do resultado], que precisávamos respeitar a vontade das urnas independente do resultado”, afirmou o presidente do Senado.
“O Congresso está atento ao desejo dos candidatos. Não está bom o momento de agressividade que nós estamos vivendo no Brasil e cabe ao presidente da República unir o Brasil”, complementou.
Lula vence Flávio Bolsonaro
Às vésperas de completar 81 anos, o que ocorrerá na próxima terça-feira (27), o petista se tornou, ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL), o primeiro presidente da história do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.
A confirmação da vitória de Lula foi feita pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 21h08, quando 97% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela altura, Lula tinha 51,74% e Flávio tinha 48,26%.
O quarto triunfo de Lula ocorre mais de duas décadas depois de chegar ao poder pela primeira vez, em 2002.
A virada histórica se deu após uma forte mobilização da campanha do petista, nas ruas e nas redes sociais.
A nova vitória consolida Lula como o principal personagem da política brasileira no século 21. E garante ao petista mais quatro anos na chefia do Poder Executivo.
Fonte: g1 e Publicado Por: Jornal Folha do Progresso 26/10/2026/07:12:15
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